Operação prende suspeitos de aplicar golpe do falso advogado e causar prejuízo de R$ 65 mil

Redação
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RIO DE JANEIRO — Dois homens foram presos nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo investigado por aplicar o chamado golpe do falso advogado. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), com mandados cumpridos no Rio de Janeiro e em Santa Bárbara d’Oeste (SP).

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Segundo as investigações, os criminosos se passavam por advogados e informavam às vítimas que elas haviam vencido processos judiciais e tinham valores a receber. Para liberar o suposto pagamento, exigiam transferências bancárias para quitar falsas taxas e despesas.

Em um dos casos investigados, uma vítima realizou diversas transferências e sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 65 mil, de acordo com a Polícia Civil.

As investigações apontaram que um dos presos recebeu diretamente parte do dinheiro obtido com o golpe. O outro é suspeito de abrir uma conta bancária utilizada na fraude por meio de mecanismos para burlar os sistemas de segurança da instituição financeira. Ainda conforme a polícia, ele possui antecedentes criminais por roubo.

Os dois investigados também respondem a outro procedimento relacionado a um esquema semelhante. Eles foram indiciados por estelionato, denunciados pelo Ministério Público e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Como funciona o golpe

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos utilizam informações de processos judiciais públicos para entrar em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens e perfis falsos nas redes sociais, se passando pelos advogados responsáveis pelas ações.

A estratégia consiste em convencer a vítima de que existe um valor disponível para saque, condicionado ao pagamento antecipado de taxas ou custas processuais por meio de transferências bancárias, geralmente via Pix.

A Polícia Civil orienta que qualquer solicitação de pagamento relacionada a processos judiciais seja confirmada diretamente com o advogado ou escritório responsável antes da realização de qualquer transferência. Em caso de fraude, a recomendação é registrar um boletim de ocorrência.

OAB-RJ faz alerta

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) informou que apoia a operação e destacou que esse tipo de crime vem crescendo.

Segundo a entidade, desde o ano passado foram registradas 2.106 denúncias de pessoas que relataram ter sido alvo do golpe.

A OAB-RJ reforça que advogados não solicitam pagamentos inesperados por mensagens e recomenda que clientes desconfiem de pedidos de Pix relacionados a processos judiciais e confirmem sempre as informações pelos canais oficiais do escritório.

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