Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quinta-feira (25) resultou na prisão de mãe e filho suspeitos de atuar na liderança e coordenação do tráfico de drogas em uma comunidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A ação teve como foco desarticular uma estrutura criminosa ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP), que utilizava armamento, drogas e um sistema de monitoramento para acompanhar a movimentação policial.
Segundo as investigações, a dupla também estaria envolvida na gestão das atividades criminosas locais e na coordenação de homens armados. Durante a operação, além das prisões, os agentes apreenderam armas, grande quantidade de drogas e desativaram uma central clandestina de videomonitoramento usada pelo grupo.

A operação foi conduzida por agentes da 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio, após trabalho de inteligência e diligências investigativas. De acordo com a Polícia Civil, a estrutura criminosa funcionava como base operacional de uma facção, com atuação organizada para controle do tráfico na região.
As investigações apontam que a mulher presa também é suspeita de envolvimento em tentativas de homicídio relacionadas à disputa por território entre grupos criminosos. O filho foi preso em flagrante durante a ação policial.
No cumprimento dos mandados, a suspeita tentou fugir ao pular do terraço do imóvel para uma residência vizinha, mas acabou se lesionando no pé. Ela recebeu atendimento médico e, em seguida, foi encaminhada à delegacia junto com o outro investigado.
Dentro do imóvel, os policiais encontraram duas pistolas calibre 9 mm carregadas, 1.870 buchas de maconha, 23 tabletes da mesma droga, além de nove pedras de crack. Também foram apreendidos celulares, rádios comunicadores, bases de transmissão, dinheiro em espécie, cadernos com anotações do tráfico e materiais utilizados para embalar entorpecentes.
De acordo com a Polícia Civil, o local funcionava como centro de comando do tráfico, responsável pelo armazenamento de drogas e armas, além da coordenação das ações criminosas e vigilância da área.
Um dos pontos levantados pela investigação é que a atividade criminosa ocorria em área próxima a uma unidade de educação infantil, onde homens armados fariam a segurança do ponto de venda de drogas, ampliando o controle territorial da facção na comunidade.
As autoridades também informaram que a organização utilizava um sistema de câmeras instalado em acessos, becos e pontos estratégicos da comunidade. As imagens eram transmitidas para uma central clandestina instalada no imóvel investigado, permitindo o monitoramento em tempo real da movimentação das forças de segurança e facilitando a fuga de criminosos durante operações policiais.
