Instituto Albatroz resgata 20 pinguins-de-Magalhães em praias da Região dos Lagos durante migração

Redação
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O Instituto Albatroz já resgatou 20 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) vivos desde o início da temporada de migração, em meados de junho, nas praias de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, na Região dos Lagos. Após os resgates, os animais foram levados ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD), em Araruama, onde recebem atendimento veterinário especializado antes de retornarem à natureza.

A ação faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), executado pelo Instituto Albatroz como exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama. O monitoramento ocorre diariamente em 25 praias distribuídas ao longo de 54 quilômetros do litoral da Região dos Lagos, com equipes que percorrem a faixa de areia a pé e em quadriciclos.

Entre os meses de junho e outubro, os pinguins-de-Magalhães deixam a Patagônia, na Argentina e no Chile, em busca de alimento e de águas mais quentes durante o período migratório. Ao longo desse percurso, alguns animais chegam às praias brasileiras debilitados, desidratados ou com sinais de hipotermia, necessitando de atendimento especializado para aumentar as chances de sobrevivência.

Após serem encontrados, os pinguins passam por avaliação clínica e recebem os cuidados necessários no Centro de Reabilitação e Despetrolização, localizado em Araruama. O trabalho integra o Projeto de Monitoramento de Praias, que também realiza o resgate e atendimento de tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos encontrados vivos ou mortos no litoral.

O Instituto Albatroz reforça que, ao encontrar um pinguim na faixa de areia, a população não deve tentar devolvê-lo ao mar, oferecer alimentos ou realizar qualquer tipo de manipulação. A recomendação é manter distância e acionar imediatamente a equipe responsável pelo monitoramento por meio do telefone 0800 991 4800.

Segundo a médica-veterinária do Instituto Albatroz, Daphne Goldberg, atitudes bem-intencionadas podem colocar a vida do animal em risco. “Não os coloque em recipientes com água ou gelo, pois eles já estão sofrendo com o frio. Também é fundamental evitar fotografias com animais silvestres encontrados debilitados, já que o contato aumenta o estresse e pode agravar possíveis ferimentos”, alerta.

Nos casos em que o pinguim estiver nadando, a orientação também é não se aproximar. De acordo com os especialistas, o animal pode estar apenas descansando, se alimentando ou tentando retornar naturalmente ao mar, sem necessidade de intervenção.

Além das ações de resgate, o Instituto Albatroz mantém um Centro de Visitação em Cabo Frio, promovendo atividades de educação ambiental e conscientização sobre a conservação da fauna marinha. O Projeto de Monitoramento de Praias atende às condicionantes do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras relacionadas à produção e ao escoamento de petróleo e gás natural.

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