ARARUAMA — O ex-prefeito de Araruama Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, conhecido como Chiquinho do Atacadão, prestou novo depoimento à polícia nesta terça-feira (14), na delegacia do município.
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A oitiva durou aproximadamente duas horas e aconteceu uma semana depois de outro comparecimento do ex-prefeito à unidade policial, no dia 7 de julho.
O novo depoimento faz parte de investigações relacionadas a vídeos e publicações feitas por Chiquinho do Atacadão nas redes sociais. Nas gravações, ele tem apresentado críticas, acusações e declarações contra integrantes da atual administração municipal, secretários e adversários políticos.
Pessoas citadas nas publicações procuraram as autoridades e alegam ter sido vítimas de possíveis crimes contra a honra, como calúnia, injúria e difamação. Caberá à investigação determinar se as manifestações ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram infrações penais.
O caso amplia a pressão jurídica sobre o ex-prefeito, que já enfrentou outros processos e decisões judiciais ao longo de sua trajetória política.
Entre os episódios anteriores está uma condenação por improbidade administrativa, decisão que produziu reflexos em seus direitos políticos e em sua situação eleitoral.
Em outro processo, Chiquinho do Atacadão chegou a ser impedido judicialmente de frequentar repartições públicas após questionamentos sobre uma possível interferência na administração municipal durante o mandato de sua esposa. Na ocasião, o Ministério Público sustentou que ele atuaria como uma espécie de “prefeito de fato”, alegação que foi discutida judicialmente.
O ex-prefeito também foi responsabilizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro em um processo envolvendo contratos considerados irregulares. A decisão determinou a devolução de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
Além das apurações locais, o político também já recebeu uma intimação da Polícia Federal. Em transmissões feitas nas redes sociais, ele afirmou que teria sido chamado para apresentar informações e provas relacionadas a denúncias formuladas por ele. As circunstâncias e o objeto completo dessa apuração seguem sob responsabilidade das autoridades federais.
Com a nova oitiva realizada nesta terça-feira, a polícia deverá analisar os conteúdos publicados, ouvir pessoas envolvidas e verificar se houve prática de crimes contra a honra ou outras infrações.
O avanço das investigações mostra que publicações feitas em redes sociais também podem gerar consequências jurídicas quando apresentam acusações sem comprovação, ofensas pessoais ou declarações que ultrapassem o debate político.
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