RIO DE JANEIRO — O candidato ao Governo do Rio Eduardo Paes (PSD) protagonizou, ao lado do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um dos maiores atos de sua campanha até agora. O encontro “O Rio Abraça o Lula”, realizado no Estádio de Moça Bonita, em Bangu, reuniu mais de 30 mil pessoas, segundo a organização.
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O evento colocou Paes no centro de uma grande mobilização política na Zona Oeste e reforçou publicamente a aliança entre o candidato ao Palácio Guanabara e o presidente da República.
Também participaram do ato os candidatos ao Senado Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT), além do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, candidatos proporcionais e lideranças dos partidos que integram a coligação.
Diante do estádio lotado, Paes afirmou que a parceria com Lula será fundamental para executar seu projeto de recuperação do Estado do Rio caso seja eleito governador.
Segundo o candidato, a relação construída com o governo federal ao longo de suas administrações na Prefeitura do Rio permitiu investimentos importantes em mobilidade, infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico.
Paes afirmou que pretende levar essa mesma capacidade de articulação para o Governo do Estado.
“O que nos une hoje, com nossas diferenças, mas sempre nos respeitando, é o desejo de salvar o Estado do Rio de Janeiro”, declarou.
A Segurança Pública voltou a ocupar parte importante do discurso de Paes. O candidato afirmou que o estado perdeu territórios para organizações criminosas e defendeu uma atuação conjunta entre governos estadual e federal para enfrentar o problema.
Durante a fala, Paes também fez fortes críticas ao grupo político que comandou o Estado do Rio nos últimos anos e voltou a mencionar Douglas Ruas (PL), seu adversário na eleição.
As acusações feitas pelo candidato sobre antigos integrantes do governo e relações com organizações criminosas representam seu discurso político durante a campanha e dependem, em cada caso, das respectivas investigações e decisões judiciais.
Paes argumentou que um eventual governo precisará do apoio do Palácio do Planalto para ampliar investimentos e enfrentar a crise estadual.
“Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem a ajuda do presidente do Brasil”, afirmou.
Lula, por sua vez, fez um forte discurso de apoio a Eduardo Paes e apresentou a eleição do candidato do PSD como estratégica para o futuro do estado.
“O Eduardo Paes não é apenas um amigo. É uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, declarou o presidente.
Lula também elogiou a experiência administrativa de Paes e afirmou confiar na capacidade do aliado para comandar o Governo do Estado.
O presidente aproveitou o ato para pedir votos também para Pedro Paulo e Benedita da Silva na disputa pelo Senado, reforçando a composição eleitoral formada em torno da candidatura de Paes.
A presença conjunta dos quatro candidatos foi utilizada para apresentar ao eleitorado uma aliança que conecta a disputa presidencial, o Governo do Rio e as duas vagas fluminenses no Senado.
Pedro Paulo defendeu que a bancada alinhada ao grupo trabalhe em Brasília por projetos relacionados à Segurança Pública e às relações de trabalho. Benedita, por sua vez, destacou a união entre diferentes partidos em torno da candidatura de Paes.
Durante o ato, Eduardo Paes também relembrou investimentos realizados na cidade do Rio em parceria com o governo Lula.
Entre os exemplos apresentados estão recursos destinados à recuperação do sistema BRT, aquisição de novos ônibus, intervenções no corredor Transoeste e obras de infraestrutura na Zona Oeste.
Paes também citou parcerias para projetos de drenagem e urbanização em regiões como Jardim Maravilha, Rio Acari, Realengo, Complexo da Maré, Alemão e Rocinha.
Na educação, destacou a implantação do IMPA Tech, na Região Portuária, enquanto na área econômica voltou a mencionar a atuação conjunta para aumentar a movimentação do Aeroporto Internacional do Galeão.
A campanha de Paes pretende utilizar essa relação administrativa com Lula como um dos pilares de sua candidatura ao Governo do Estado, apresentando a proximidade com o governo federal como caminho para destravar investimentos.
O ato em Bangu também teve forte simbolismo político pela escolha do Estádio de Moça Bonita, inaugurado em 1947 e historicamente ligado à região operária da Zona Oeste.
Com mais de 30 mil pessoas reunidas, conforme estimativa da organização, o evento passa a ser tratado pela campanha como uma demonstração da capacidade de mobilização da aliança formada por PSD, PT e demais partidos da coligação.
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