RIO DE JANEIRO — A candidatura do deputado federal Pedro Paulo (PSD) ao Senado pelo Rio de Janeiro recolocou em evidência um episódio controverso de sua trajetória política. Em 2015, vieram a público acusações feitas por sua ex-esposa, Alexandra Marcondes, relacionadas a episódios ocorridos anos antes durante o relacionamento do casal.
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Os relatos provocaram forte repercussão nacional na época e se transformaram em um dos momentos mais delicados da carreira política de Pedro Paulo.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o inquérito acabou arquivado em 2016, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Portanto, Pedro Paulo não foi condenado criminalmente pelas acusações.
Agora, dez anos depois da repercussão daquele episódio, o parlamentar tenta chegar ao Senado Federal com o apoio de duas das principais figuras da aliança eleitoral formada no Rio: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato ao Governo do Estado Eduardo Paes (PSD).
Pedro Paulo apareceu ao lado dos dois durante o ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, onde Lula pediu publicamente votos para a candidatura do deputado ao Senado.
Durante seu discurso, o presidente afirmou confiar em Pedro Paulo e defendeu sua eleição juntamente com Benedita da Silva (PT), que também disputa uma das vagas fluminenses para o Senado.
Eduardo Paes, por sua vez, tem Pedro Paulo como um dos principais nomes de seu grupo político e trabalha para eleger o aliado dentro da coligação construída para a disputa estadual.
O passado do candidato, entretanto, voltou a ser lembrado em meio à campanha.
Durante o ato político em Bangu, o jingle eleitoral de Pedro Paulo teve reação negativa de parte do público. Algumas pessoas presentes vaiaram e fizeram gestos de reprovação durante a execução da música, enquanto outras acompanharam normalmente a programação.
O episódio mostra que, embora Pedro Paulo tenha o respaldo formal de Lula, Paes e das legendas que integram a aliança, sua candidatura também enfrenta resistência entre parcelas do próprio eleitorado que participa dos atos da coligação.
As acusações envolvendo a ex-esposa precisam ser tratadas dentro do histórico jurídico completo. O caso teve investigação, ganhou ampla repercussão política, mas posteriormente foi arquivado e não existe condenação que permita apresentar Pedro Paulo como culpado pelos fatos.
Na campanha de 2026, o candidato tenta deslocar o debate para sua atuação parlamentar e para propostas que pretende defender no Senado, enquanto adversários e críticos voltam a explorar episódios de seu passado político e pessoal.
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