RIO DE JANEIRO — Uma pesquisa eleitoral atribuída ao Instituto Gerp aponta que 97% dos entrevistados não votariam em Paulo Melo depois de serem informados sobre denúncias de supostos abusos envolvendo uma neta do político.
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A pergunta apresentada aos participantes foi direta: “Você votaria em Paulo Melo após saber das denúncias de abusos contra a neta?”
De acordo com os números divulgados, somente 1% respondeu que votaria no ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Outros 2% disseram não saber como responder.
O resultado mostra que o conhecimento das denúncias provocaria forte impacto na percepção dos eleitores e representaria uma rejeição elevada a uma possível candidatura de Paulo Melo.
O levantamento teria sido realizado entre os dias 16 e 18 de junho de 2026, com 1.200 pessoas de 16 anos ou mais, ouvidas em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro.
A margem de erro informada é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Mesmo considerando a margem de erro, o percentual dos que afirmam que não votariam no político permanece amplamente superior às demais respostas apresentadas.
A pesquisa avalia especificamente a reação do eleitorado depois de tomar conhecimento das denúncias. Portanto, o resultado não representa uma medição espontânea das intenções de voto nem substitui a apuração judicial dos fatos mencionados.
As acusações devem ser tratadas como denúncias enquanto não houver uma conclusão definitiva das autoridades competentes. O levantamento mede apenas como os entrevistados reagiriam eleitoralmente diante das informações apresentadas na pergunta.

O resultado surge em um momento de reorganização das forças políticas para as eleições de 2026, quando antigos parlamentares, ex-prefeitos e lideranças regionais buscam reconstruir suas bases e ampliar a presença junto ao eleitorado.
Paulo Melo já ocupou posições de destaque na política fluminense e presidiu a Alerj. Agora, os números divulgados mostram que as denúncias associadas ao seu nome podem representar um obstáculo expressivo para qualquer tentativa de retorno às urnas.
Em disputas eleitorais, episódios relacionados à vida pública ou a investigações podem alterar rapidamente a percepção dos eleitores. Quando as acusações envolvem temas considerados graves, a rejeição tende a se tornar um dos principais fatores para partidos e grupos políticos avaliarem a viabilidade de uma candidatura.
O índice de 97% chama atenção não apenas pelo tamanho, mas pela distância em relação ao grupo que afirmou manter o voto. Para cada eleitor que respondeu que votaria em Paulo Melo, dezenas declararam que rejeitariam seu nome diante das denúncias mencionadas.
A elevada rejeição também pode dificultar alianças, apoios partidários e a construção de uma campanha competitiva. Candidaturas com índices altos de resistência costumam enfrentar maior dificuldade para ampliar o eleitorado durante o período eleitoral.
O levantamento indica ainda que a parcela de indecisos é pequena. Apenas 2% disseram não saber como votariam, sugerindo que a pergunta provocou uma resposta definida entre a maioria dos entrevistados.
Até o momento, o material apresentado com a pesquisa não traz um posicionamento de Paulo Melo sobre o resultado nem uma manifestação de sua defesa a respeito das denúncias citadas.
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