Ex – prefeita de Magé Núbia Cozzolino é condenada a mais de 87 anos de prisão por fraudes em documentos judiciais

Redação
4 Leitura mínima

MAGÉ — A ex-prefeita de Magé e ex-deputada estadual Núbia Cozzolino foi condenada a um total de 87 anos e dois meses de prisão em três processos criminais relacionados à falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e supressão de documentos.

✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp

As sentenças foram proferidas nesta terça-feira (5) pela 1ª Vara Criminal de Magé. Como as decisões são de primeira instância e ainda admitem recurso, Núbia poderá aguardar em liberdade o julgamento nas instâncias superiores.

As investigações começaram depois que a Justiça encontrou irregularidades em processos que tramitavam na 1ª Vara Cível de Magé. Durante uma análise de ações de improbidade administrativa, foram identificados o desaparecimento de nove processos e registros incompatíveis com o andamento real das ações.

Segundo as decisões, alguns processos apareciam como arquivados no sistema do Tribunal de Justiça, embora ainda estivessem em fase de instrução ou de cumprimento de sentença. A maior parte das ações envolvia integrantes da família Cozzolino ou aliados políticos.

A Justiça apontou que documentos originais teriam sido adulterados para modificar pedidos, valores das causas, períodos de suspensão dos direitos políticos e outras informações capazes de interferir no resultado dos processos.

Entre as irregularidades descritas estão falsificações de assinaturas atribuídas a promotores de Justiça e a um magistrado, além da alteração de valores registrados em ações civis públicas.

Em um dos casos citados, o valor original de uma causa teria sido reduzido de R$ 5 milhões para R$ 50 mil. Outra adulteração teria modificado o período de suspensão dos direitos políticos relacionado à ex-prefeita.

A magistrada responsável pelas sentenças considerou que as fraudes buscavam evitar consequências judiciais e políticas decorrentes de possíveis condenações em ações de improbidade.

As decisões também mencionam que o esquema teria exigido planejamento, produção de textos inexistentes, imitação de assinaturas e utilização de carimbos semelhantes aos empregados pelo Ministério Público.

A pena total resulta da soma das três condenações. Em um dos processos, Núbia recebeu pena de 43 anos e seis meses. No segundo, foi condenada a 32 anos e oito meses. No terceiro, a pena foi fixada em dez anos e dez meses.

Outras três pessoas que respondiam às ações penais foram absolvidas por falta de provas suficientes.

A defesa de Núbia classificou as sentenças como injustas e afirmou que não existem provas capazes de demonstrar que a ex-prefeita tenha ordenado as falsificações.

O advogado Anderson Rollemberg declarou que as investigações não identificaram quem teria executado materialmente as adulterações e confirmou que apresentará recursos para tentar modificar as decisões.

Núbia governou Magé entre 2005 e 2009, depois de exercer mandato como deputada estadual. Ela já foi alvo de outras investigações relacionadas à administração municipal e chegou a ser presa em 2018 e 2019, sendo posteriormente colocada em liberdade por decisão judicial.

As condenações ainda não são definitivas e poderão ser alteradas ou anuladas durante a análise dos recursos.

📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread

Compartilhe este artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress