PETRÓPOLIS — Dezoito anos após a criação da Lei Seca, Petrópolis, na Região Serrana do Rio, continua enfrentando um desafio preocupante: o número de motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool segue acima da média estadual.
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Dados divulgados pelo programa mostram que 16,47% dos condutores abordados em Petrópolis estavam alcoolizados em 2025. Em 2026, o índice aumentou para 16,85%, enquanto a média registrada no estado do Rio de Janeiro ficou em 10,10%.
Criada em junho de 2008, a Lei Seca estabeleceu tolerância zero para quem dirige após consumir bebida alcoólica e se tornou uma das principais ferramentas de combate aos acidentes de trânsito no país.
Apesar dos avanços, os números da cidade indicam que o problema ainda persiste.
Em 2025, Petrópolis recebeu 15 operações da Lei Seca. Ao todo, 1.591 motoristas foram abordados, resultando em 683 infrações. Destas, 262 estavam relacionadas ao consumo de álcool.
Nos primeiros meses de 2026, foram realizadas quatro operações, com 279 abordagens e 47 casos de motoristas autuados por alcoolemia.
Os reflexos desse comportamento também aparecem nas estatísticas da saúde pública.
Segundo o Hospital Santa Teresa (HST), principal referência em trauma na Região Serrana, 1.434 vítimas de acidentes de trânsito foram atendidas em 2025, o maior número dos últimos anos. Somente em dezembro foram registrados 151 atendimentos.
O total superou os números de 2024, quando 1.352 vítimas deram entrada na unidade. De acordo com o hospital, motociclistas representam a maior parte dos feridos.
Em âmbito estadual, quase 5 milhões de motoristas já foram fiscalizados desde a criação da Lei Seca. Segundo o programa, o Rio de Janeiro registrou redução superior a 21% nas mortes no trânsito e queda de 38,6% no número de feridos ao longo dos anos.
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