RIO DE JANEIRO — Os suplementos alimentares vendidos pelo grupo investigado por comercializar produtos falsificados pela internet eram anunciados por valores até R$ 170 abaixo dos praticados no mercado, segundo informações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
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De acordo com a investigação conduzida pelo CyberGAECO, a diferença de preço era uma das principais estratégias utilizadas para atrair consumidores nas plataformas de comércio eletrônico.
Segundo a denúncia, os suspeitos anunciavam suplementos de marcas conhecidas utilizando imagens semelhantes às dos produtos originais e oferecendo preços considerados muito atrativos.
Após a compra, porém, diversos clientes relataram ter recebido itens diferentes dos anunciados ou produtos que não correspondiam aos originais.
As suspeitas surgiram a partir de reclamações registradas por consumidores e fabricantes, que identificaram um padrão comum nas vendas investigadas.
De acordo com o Ministério Público, as falsificações apresentavam sinais evidentes de irregularidade, como ausência de lote, falta de data de validade e diferenças nas cápsulas em relação aos produtos autênticos.
A promotora Tatiana Kaziris alertou para os riscos à saúde dos consumidores.
“Já houve identificação de gesso misturado na creatina”, afirmou.
As investigações apontam que o grupo atuava desde 2022 e utilizava grandes marketplaces para ampliar a distribuição dos produtos falsificados.
Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas por crimes como associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos.
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