BRASÍLIA — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a aliados que não pretende, neste momento, colocar em andamento pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A pressão aumentou após a divulgação de mensagens envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que as novas informações envolvendo o caso Master aumentaram a pressão sobre Alcolumbre. Mesmo assim, o presidente do Senado pretende aguardar os próximos movimentos do Supremo antes de tomar uma decisão sobre os pedidos apresentados contra Moraes.
A cobrança ganhou força no plenário do Senado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um apelo direto a Alcolumbre e pediu uma reação da Casa diante das mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.
Durante o discurso, Flávio afirmou que considera inadmissível que suspeitas envolvendo integrantes da cúpula do poder não estejam no centro das discussões políticas do país.
O senador também voltou a cobrar uma posição do Senado e defendeu que a Casa assuma protagonismo diante das revelações relacionadas ao caso.
Oposição prepara nova ofensiva
A pressão sobre Alexandre de Moraes também ganhou reforço do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que anunciou a intenção de apresentar um novo pedido de impeachment contra o ministro.
Marinho informou ainda que pretende solicitar ao governo federal a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de encaminhar à Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação envolvendo Moraes e o comandante da PF.
O líder da oposição também criticou o fato de a decisão sobre o andamento dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo ficar concentrada nas mãos do presidente do Senado e defendeu mudanças nas regras internas da Casa.
Senado aguarda desdobramentos no STF
A nova ofensiva política ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal produzido a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro.
Segundo o documento, foram identificadas mensagens enviadas pelo banqueiro a Alexandre de Moraes durante um período de 13 dias, em novembro de 2025, quando a crise envolvendo o Banco Master se agravava.
O caso também provocou movimentações no Supremo. O ministro André Mendonça indicou que pretende levar o relatório da Polícia Federal para discussão no plenário da Corte, em sessão presencial e pública.
A definição da data deverá ficar sob responsabilidade do presidente do STF, Edson Fachin.
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