NOVA IGUAÇU — A travessia por um ponto clandestino na linha férrea terminou em tragédia na tarde do último dia 1º, no bairro da Luz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma mulher de 66 anos morreu ao ser atropelada por uma composição no momento em que tentava cruzar os trilhos por uma abertura irregular, nas imediações do cruzamento das avenidas Guadalajara e Presidente Tancredo Neves.
Mesmo após o trágico acidente e a mobilização de agentes do Grupamento de Policiamento em Ferrovias para o isolamento do local, a passagem de pedestres pelo ponto crítico permaneceu intensa ao longo desta quarta-feira (02/09). Moradores da região, incluindo crianças e idosos, continuam arriscando a vida ao utilizar a falha na estrutura do muro de contenção.
A vizinhança relata que as avarias na barreira protetora são frequentes. A concessionária responsável pela malha ferroviária costuma efetuar o fechamento do trecho, mas o local volta a ser vandalizado para a abertura de atalhos.
A pericia técnica foi conduzida no local e as circunstâncias do atropelamento estão sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Em posicionamento oficial, a Trens RJ informou o deslocamento de equipes de auxílio ao local e destacou manter ações de fiscalização para coibir a presença de pedestres na faixa operacional, reiterando que a linha férrea é de acesso exclusivo dos trens. A concessionária pontuou ainda que a implantação de infraestruturas como viadutos e passarelas compete ao poder público.

