RIO — O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) autorizou a realização de diligências para apurar questões relacionadas à candidatura de Cristiano Santos Hermógenes (Avante), irmão de Marcinho VP, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
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A decisão foi tomada no âmbito de uma ação de impugnação apresentada por Gabriel Carvalho Gonçalves (Republicanos), também candidato a deputado estadual. Na ação, ele sustenta que a candidatura de Cristiano representaria uma suposta tentativa de infiltração do Comando Vermelho nas instituições democráticas.
As alegações ainda estão sob apuração e não significam que a Justiça Eleitoral tenha reconhecido vínculo de Cristiano com a organização criminosa.
Polícia Civil deverá fornecer informações
O desembargador Guilherme Calmon determinou que a Polícia Civil encaminhe, com urgência, informações sobre registros relacionados a Cristiano, incluindo dados sobre prisão, inquéritos, relatórios e os respectivos desfechos. Também foi determinada a obtenção de informações sobre antecedentes criminais.
A ação de impugnação menciona um episódio ocorrido em 2006, quando Cristiano teria sido preso durante um baile funk. Segundo o processo, policiais teriam encontrado com ele anotações relacionadas ao tráfico de drogas no Complexo do Alemão.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favoravelmente à realização das diligências e afirmou que o caso “merece especial atenção”. A Procuradoria também informou que fará uma apuração própria para reunir elementos que possam contribuir para a análise.
Segundo o parecer do MPE, “os fatos narrados na impugnação são graves” e devem ser examinados diante do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre candidaturas envolvendo possíveis relações com organizações criminosas.
Candidatura já foi questionada em 2022
Não é a primeira vez que a candidatura de Cristiano Santos é alvo de questionamento na Justiça Eleitoral. Em 2022, quando disputou uma vaga na Alerj pelo PL, ele também enfrentou uma ação de impugnação.
Naquela eleição, apesar de o Ministério Público ter reconhecido a gravidade das informações apresentadas, a candidatura acabou sendo autorizada pela Justiça Eleitoral.
Cristiano também presidiu o diretório municipal do PSDB em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, mas foi destituído da função em fevereiro deste ano após o parentesco com Marcinho VP voltar a repercutir.
Agora filiado ao Avante, ele tenta novamente conquistar uma cadeira na Alerj, enquanto a Justiça Eleitoral analisa a impugnação e aguarda o resultado das diligências determinadas pelo TRE-RJ.
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