Segundo o governo brasileiro, a nova cobrança deve atingir cerca de 18% das exportações nacionais para os Estados Unidos, afetando principalmente produtos como açúcar, etanol e algumas categorias de máquinas e equipamentos.
Por outro lado, mais de 2 mil produtos ficaram fora da sobretaxa, entre eles carnes, café, frutas, aviões e minérios, que seguem isentos da nova tarifa.
Exigências dos Estados Unidos
De acordo com informações divulgadas pelo governo brasileiro, autoridades americanas condicionaram uma eventual redução das tarifas a uma série de concessões comerciais.
Entre os pedidos estariam a redução a zero das tarifas para produtos industriais, químicos, aeroespaciais e automotivos dos Estados Unidos, além da eliminação da tarifa brasileira sobre o etanol, da não regulamentação das plataformas digitais e da inclusão do Pix nas negociações comerciais.
O Palácio do Planalto classificou as propostas como “inaceitáveis” e afirmou que as concessões exigidas provocariam um impacto econômico maior do que o próprio tarifaço.
Governo mantém negociação
Apesar do início da cobrança, o governo brasileiro informou que continua negociando uma solução diplomática para reduzir os efeitos da medida, mas sem abrir mão de setores considerados estratégicos para a economia nacional.
Os Estados Unidos justificaram as novas restrições com base em investigações comerciais que envolvem, entre outros temas, o sistema de pagamentos Pix e políticas ambientais brasileiras.