RIO DE JANEIRO — Mensagens de WhatsApp encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-governador Cláudio Castro (PL) revelam uma relação de proximidade com a advogada Bruna Ribeiro Santana, de 32 anos, ex-funcionária da Secretaria Extraordinária de Representação do Governo do Estado do Rio em Brasília.
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Bruna não é investigada no caso. As conversas, no entanto, foram incluídas pela PF em documentos relacionados à investigação que apura suspeitas de favorecimento ao Grupo Refit durante a gestão de Castro.
Em uma das trocas de mensagens, ocorrida em 26 de abril, Bruna informou a Castro que havia chegado a um hotel em São Paulo e aguardava a liberação do quarto. Durante a conversa, ela se dirige ao ex-governador dizendo: “Tá bom, meu amor”.

Segundo o material da investigação, a conversa ocorreu no mesmo dia em que uma encomenda de caviar avaliada em R$ 10,5 mil teria sido destinada ao ex-governador.
A PF aponta que a compra foi realizada por Antonio Carlos da Conceição Santos, conhecido como “Pipo”, descrito pelos investigadores como um dos operadores financeiros de um suposto esquema envolvendo Ricardo Magro, ligado ao Grupo Refit.
As mensagens também foram utilizadas pelos investigadores para situar Castro no Hotel Emiliano, em São Paulo, no período em que a encomenda teria sido entregue.
Outro conjunto de conversas entrou na investigação sobre uma casa em Petrópolis. A Polícia Federal apura se Castro seria o verdadeiro proprietário do imóvel, embora ele estivesse formalmente registrado em nome de uma empresa.
Em uma mensagem de 26 de fevereiro, Castro menciona uma obra e afirma que já havia sido feita a laje de uma “adega nova”. Para a PF, a conversa reforçaria a linha de investigação sobre a relação do ex-governador com a residência.
Os documentos fazem parte da Operação Sem Refino 2, investigação que apura possíveis benefícios concedidos ao Grupo Refit durante a administração estadual.
Em outra mensagem destacada na investigação, Castro teria dito a Ricardo Magro: “Aqui você tem um amigo. Saiba disso”.
A defesa de Cláudio Castro nega participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros. Também sustenta que os imóveis utilizados pelo ex-governador eram alugados e que os pagamentos podem ser comprovados.
Sobre a compra mencionada na investigação, a defesa afirma que o episódio aconteceu mais de 30 dias depois de Castro deixar o Governo do Estado e que a encomenda havia sido feita por um amigo. A defesa também nega qualquer relação entre os episódios envolvendo os imóveis e a compra com eventual favorecimento ao Grupo Refit.
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