RIO — Um novo desdobramento da investigação sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, revelou que o segurança Davi Santos Machado, de 22 anos, foi à delegacia usando justamente a bicicleta que estava com a vítima no dia do crime. O veículo, que pertencia à irmã de Cláudio e esteve no centro da suspeita equivocada de furto, foi utilizado pelo investigado para prestar depoimento na 12ª DP (Copacabana).
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
Davi compareceu à delegacia pela primeira vez em 17 de agosto, cinco dias depois do espancamento, inicialmente na condição de testemunha. Na ocasião, segundo a investigação, ele negou ter presenciado ou participado das agressões.
No dia seguinte, porém, o segurança voltou à unidade policial e confessou participação no ataque. Desta vez, chamou a atenção dos investigadores o fato de ele ter chegado pedalando a bicicleta usada por Cláudio antes do crime.
Imagens analisadas pela Polícia Civil indicaram que o veículo havia sido levado após o espancamento por outro homem envolvido no caso.
Bicicleta deu início à suspeita
A bicicleta já ocupava papel central na investigação. Segundo depoimento de uma testemunha, Cláudio chegou a um estabelecimento em Copacabana, no dia 11 de agosto, e, em determinado momento, disse que não era o proprietário do veículo.
A declaração despertou suspeitas, embora a bicicleta pertencesse à irmã dele e não houvesse confirmação de que tivesse sido furtada.
Conforme os depoimentos, Davi pediu que um funcionário guardasse o veículo, que foi preso com um cadeado. O segurança fotografou a bicicleta e deixou o local. Depois, retornou dizendo ter localizado o proprietário, retirou o cadeado e saiu com ela. Cláudio teria seguido o homem na tentativa de recuperar o veículo.
A partir daí ocorreu o episódio que terminou com o ciclista espancado. Como já revelado pela investigação, Cláudio teria sido confundido com um ladrão e atacado por um grupo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.
Segurança confessou agressões
No segundo depoimento, Davi admitiu ter agredido Cláudio com socos, chutes e um pedaço de madeira. Segundo a investigação, ele também reconheceu que não havia qualquer informação concreta de que a bicicleta fosse produto de furto.
O segurança declarou ainda que Cláudio não teria resistido à abordagem e que não sabia explicar por que passou a agredi-lo daquela forma.
A Justiça do Rio manteve a prisão temporária de Davi e do também segurança Jorge Luiz Ricardo Dias. Os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, também investigados no caso, tiveram as prisões mantidas.
Os quatro são investigados por homicídio triplamente qualificado. A Polícia Civil ainda busca identificar um quinto suspeito de participação no ataque e apura a conduta de pessoas que teriam presenciado a situação sem prestar ajuda.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
