Segundo vereador mais votado de Tanguá, Sandrinho era oposição e polícia investiga se assassinato teve motivação política

Redação
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TANGUÁ — O assassinato do vereador Alexsandro Gusmão Duarte, o Sandrinho Oficina do Som (PP), de 45 anos, abriu uma investigação que deverá analisar, entre outras hipóteses, se o crime teve alguma motivação relacionada à atuação política do parlamentar em Tanguá.

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Sandrinho foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (20). Segundo informações preliminares, ele estava em um estabelecimento no Centro da cidade quando ocupantes de um veículo efetuaram os disparos.

O vereador chegou a ser socorrido e levado para a UPA de Rio Bonito, mas não resistiu. A morte foi confirmada ao Portal RLagos Notícias pelo presidente da Câmara Municipal de Tanguá, Serginho do Pinhão (PL).

Eleito pela primeira vez em 2024, Sandrinho chegou à Câmara com uma votação expressiva. O parlamentar recebeu 710 votos, o equivalente a 3,29% dos votos válidos, terminando a eleição como o segundo vereador mais votado de Tanguá.

Apenas Serginho do Pinhão, com 1.110 votos, teve votação superior naquele pleito.

Desde que assumiu o mandato, Sandrinho passou a integrar o campo de oposição ao governo municipal. Sua atuação ficou marcada por cobranças públicas relacionadas a serviços oferecidos à população e por posicionamentos diferentes da maioria governista em algumas votações da Câmara.

Entre as bandeiras apresentadas durante sua trajetória política estavam saúde, educação, infraestrutura, saneamento, desenvolvimento econômico e melhorias nos bairros.

A posição de oposição do parlamentar será um dos elementos de contexto que poderão ser analisados pelos investigadores. Entretanto, até o momento não existe qualquer prova de que o assassinato tenha relação com disputas políticas.

A polícia também deverá investigar outras possíveis motivações e reconstruir os últimos passos do vereador antes do ataque.

Imagens de câmeras de segurança da região, depoimentos de testemunhas, movimentação do veículo utilizado pelos criminosos e informações sobre eventuais ameaças poderão ajudar a esclarecer o crime.

Um episódio que mostrou o posicionamento político de Sandrinho ocorreu durante o processo envolvendo o então vereador Delson Franco, também eleito pelo PP. Sandrinho e Delson foram os únicos parlamentares que votaram contra a abertura de uma Comissão Processante, enquanto sete vereadores ligados à base governista apoiaram a medida.

Posteriormente, durante a sessão que terminou com a cassação de Delson, em dezembro de 2025, Sandrinho deixou o plenário antes da votação final.

Esses episódios demonstravam sua posição dentro da Câmara, mas não permitem estabelecer qualquer relação entre as divergências políticas e sua morte.

O assassinato provocou forte repercussão entre moradores de Tanguá. Nas redes sociais, amigos, eleitores e moradores publicaram mensagens de choque, cobraram justiça e demonstraram preocupação com a segurança na cidade.

O presidente da Câmara informou ao RLagos que será decretado luto no Legislativo municipal.

O corpo de Sandrinho foi encaminhado para o IML de Niterói. O caso ficará sob investigação da 70ª DP, que buscará identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do assassinato.

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