Relatório aponta 213 barragens em situação crítica e alerta para risco de acidentes no Brasil

Redação
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BRASÍLIA Um relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta que 213 barragens em todo o país apresentam condições consideradas críticas e exigem prioridade na gestão da segurança por oferecerem risco potencial à população e a estruturas como rodovias, pontes e áreas urbanas.

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Os dados constam no Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), que monitora desde 2011 as condições de barragens destinadas à mineração, abastecimento de água, irrigação, geração de energia, controle de vazão e outras finalidades.

Segundo o levantamento, essas estruturas apresentam problemas de conservação ou não atendem integralmente às exigências previstas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Elas estão distribuídas por 19 estados e pelo Distrito Federal, com maior concentração no Ceará, Mato Grosso e São Paulo.

Entre os setores analisados, a mineração lidera o número de barragens classificadas como prioritárias, com 55 estruturas, seguida pelo abastecimento de água, com 51. Também aparecem na lista barragens destinadas à irrigação, regularização de vazão, paisagismo, dessedentação de animais e outros usos.

Acidentes e fiscalização

O relatório informa que, ao longo de 2025, foram registrados 18 acidentes e 23 incidentes envolvendo barragens no país. Apesar de não haver mortes, algumas ocorrências provocaram evacuação de áreas urbanizadas e danos em estradas e pontes.

A ANA também alerta para falhas na implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Das 29.761 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), 14.355 ainda possuem situação considerada indefinida, sem informações suficientes para avaliação dos riscos.

Outro ponto destacado é a redução no número de profissionais responsáveis pela fiscalização. Em 2025, havia 333 servidores atuando na área, número inferior ao registrado no ano anterior. Segundo a agência, o déficit estimado é de pelo menos 221 profissionais para atender à demanda considerada adequada.

Mesmo com a redução das equipes, o relatório aponta aumento nas ações de fiscalização, tanto em vistorias presenciais quanto na análise de documentos apresentados pelos responsáveis pelas barragens.

O documento é elaborado anualmente pela ANA com base nas informações enviadas por 33 órgãos fiscalizadores e encaminhado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e ao Congresso Nacional.

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