PETRÓPOLIS — A Região Serrana do Rio pode gerar entre 2,5 mil e 4,4 mil toneladas de lixo eletrônico por ano, segundo estimativas baseadas em dados populacionais do IBGE e em índices divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
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O volume estimado considera principalmente os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, que concentram grande quantidade de equipamentos eletrônicos e registram crescimento contínuo do setor de tecnologia.
De acordo com o relatório mais recente da ONU sobre resíduos eletrônicos, a produção desse tipo de material na América Latina varia entre 4 e 7 quilos por habitante ao ano.
Com cerca de 280 mil habitantes, Petrópolis pode gerar entre 1,1 mil e 2 mil toneladas anuais de lixo eletrônico. Em Teresópolis, a estimativa varia entre 660 e 1,1 mil toneladas por ano. Já Nova Friburgo pode produzir entre 720 e 1,2 mil toneladas no mesmo período.
Dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) apontam que 81% dos brasileiros optam por comprar um novo celular quando o aparelho apresenta defeito. O levantamento também revela que 54% dos smartphones registram falhas antes de completar três anos de uso.
Apesar do alto potencial de geração de resíduos, a quantidade oficialmente recolhida ainda é considerada baixa. Em Petrópolis, por exemplo, a coleta registrou cerca de 500 quilos de lixo eletrônico em 2017, 100 quilos em 2018 e 300 quilos em 2019.
Especialistas alertam que muitos equipamentos acabam armazenados em residências ou descartados de forma inadequada, aumentando os riscos ambientais devido à presença de metais pesados e componentes potencialmente contaminantes.
Segundo o CEO da Novoto, Marcelo Gontijo, fatores como a dificuldade de reparo e a chamada obsolescência programada contribuem para o aumento do descarte precoce de aparelhos eletrônicos.
O tema ganha ainda mais relevância na Região Serrana devido à forte presença do setor tecnológico, especialmente em Petrópolis, onde o ecossistema de inovação impulsionado pelo Serratec reúne empresas e profissionais ligados à área.
Especialistas defendem a ampliação de campanhas de conscientização e o fortalecimento dos sistemas de coleta para garantir a destinação correta dos equipamentos após o fim da vida útil.
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