Rajadas de tiros e foguetório atravessam madrugada na Rocinha, no Rio, em ‘festa’ para chefe do tráfico

Redação
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RIO — Uma sequência de rajadas de tiros e fogos de artifício marcou a madrugada desta terça-feira (25) na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo relatos de moradores e publicações nas redes sociais, a movimentação teria sido uma espécie de “festa” pelo aniversário de John Wallace da Silva Viana, conhecido como Johnny Bravo, apontado pela polícia como chefe do tráfico de drogas na comunidade e considerado foragido da Justiça.

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Vídeos feitos durante a madrugada registraram o intenso foguetório. O barulho não ficou restrito à Rocinha e pôde ser ouvido em diferentes pontos da Zona Sul, além da Barra da Tijuca. Há relatos em São Conrado, Gávea, Leblon, Jardim Botânico e outros bairros próximos.

Apesar dos relatos e registros feitos por moradores, a Polícia Militar informou que não recebeu ocorrência relacionada ao episódio.

A Polícia Civil também foi procurada por um portal de notícias para comentar a movimentação e informar se o caso será investigado, mas não havia se manifestado até a última atualização.

Fogos foram instalados fora da Rocinha

Vestígios da comemoração também foram encontrados no Horto, distante da comunidade. Na Rua Pacheco Leão, estruturas utilizadas para a queima de grandes quantidades de fogos de artifício foram deixadas na via.

Pessoas que circulam pela região relataram que o material teria sido instalado entre a noite de segunda-feira (24) e a madrugada desta terça.

A sequência de explosões provocou susto entre moradores. “Isso assustou todo mundo”, relatou uma pessoa que estava na região.

Até o momento, não há confirmação oficial das autoridades sobre quem organizou ou participou da queima dos fogos e dos supostos disparos. A associação da movimentação ao aniversário de Johnny Bravo é baseada nos relatos de moradores e nas publicações que circularam nas redes sociais.

Quem é Johnny Bravo

John Wallace da Silva Viana, o Johnny Bravo, é apontado em investigações policiais como uma das principais lideranças do tráfico de drogas na Rocinha.

Segundo investigações, ele ganhou espaço no comando do tráfico local após os conflitos envolvendo Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, atualmente preso no sistema penitenciário federal.

Além do comércio de drogas, investigações policiais atribuem ao grupo comandado por Johnny Bravo a exploração clandestina de diferentes serviços dentro da comunidade, entre eles internet, TV por assinatura e distribuição de gás. Ele também é apontado como responsável por cobranças relacionadas ao uso de determinados espaços públicos.

O Disque Denúncia informa que Johnny Bravo possui mandados de prisão relacionados a crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio.

O traficante Johnny Bravo – Foto: Reprodução

Indiciado por morte de mulher em 2020

O traficante também foi indiciado pela Polícia Civil pela morte de Ana Cristina da Silva, ocorrida em 2020.

Na ocasião, Ana Cristina caminhava com o filho, de 3 anos, em direção ao estabelecimento onde trabalhava quando ficou no meio de um confronto armado. Segundo as investigações, ela tentou proteger a criança durante os disparos e acabou atingida. O menino sobreviveu.

Johnny Bravo foi apontado no inquérito relacionado ao caso.

As autoridades não informaram, até o momento, se haverá uma investigação específica para identificar os responsáveis pelos disparos e pelo foguetório registrados nesta madrugada.

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