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Volta Redonda – A médica infectologista e pediatra Maria Cristina do Espírito Santo, nascida em Volta Redonda e professora da Universidade de São Paulo (USP), integra uma pesquisa científica sobre uma das complicações mais graves da esquistossomose: a hipertensão pulmonar. O trabalho reúne pesquisadores de instituições ligadas à USP e ao Instituto Adolfo Lutz e foi publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research.
A pesquisa busca entender melhor o que acontece no organismo durante o desenvolvimento da hipertensão pulmonar associada à infecção pelo Schistosoma mansoni. Para isso, os pesquisadores utilizaram um modelo experimental e identificaram alterações no coração e nos pulmões relacionadas à doença.
O estudo também apontou a participação de mediadores inflamatórios, especialmente as proteínas IL-6 e TGF-β1. Os resultados podem ajudar a direcionar novas investigações sobre a identificação e o acompanhamento de pacientes que apresentem maior risco de desenvolver complicações.
Ainda não há aplicação clínica imediata a partir dos resultados. A expectativa dos pesquisadores é que novos estudos possam avaliar se os mecanismos identificados têm potencial para, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de marcadores utilizados no diagnóstico e no monitoramento da hipertensão pulmonar relacionada à esquistossomose.
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Segundo Maria Cristina, o trabalho vem sendo desenvolvido há cerca de seis anos e representa um desafio dentro da pesquisa sobre uma doença que continua tendo importância para a saúde pública.
“A pesquisa básica constitui um grande desafio, especialmente no campo da esquistossomose, uma doença parasitária de grande relevância para a saúde pública”, afirmou a médica, que também é colaboradora do Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR).
Ciência e educação
A pesquisa também chamou a atenção pelo seu potencial educacional. Para o professor Saulo Silveira, biólogo e físico e docente do Pré-Vestibular Cidadão do MEP, o estudo mostra como a ciência pode abordar, de forma integrada, questões de saúde pública e desigualdade social.
A esquistossomose está relacionada a questões como saneamento básico e condições sociais, e o estudo permite aproximar temas como parasitologia, imunologia, fisiologia e saúde pública.
Para Saulo, a participação de uma pesquisadora nascida em Volta Redonda em um trabalho desenvolvido por instituições científicas brasileiras também serve como referência para estudantes da cidade.
“Essa pesquisa evidencia a importância da ciência brasileira na busca de respostas para problemas de saúde pública que ainda afetam milhares de pessoas, especialmente no caso das doenças negligenciadas”, destacou.
A trajetória de Maria Cristina inclui a atuação na pesquisa científica e na docência. O trabalho sobre a hipertensão pulmonar associada à esquistossomose representa mais uma etapa de uma investigação que, segundo a pesquisadora, continuará com novos estudos para ampliar o conhecimento sobre a doença.
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