RIO DE JANEIRO — Vinte e seis celulares escondidos dentro das paredes do Presídio Benjamin de Moraes foram encontrados pela Polícia Penal nesta sexta-feira (4), durante uma fiscalização no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Uma grande quantidade de drogas também foi apreendida na unidade.
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A revista faz parte da Operação Illicitus, realizada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seap) para impedir atividades criminosas dentro do sistema penitenciário e, principalmente, dificultar a comunicação entre integrantes de facções presos e criminosos em liberdade.
As fiscalizações foram intensificadas em agosto e envolvem equipes das subsecretarias Operacional e de Inteligência, além da Corregedoria-Geral da instituição.
Segundo a secretaria, as ações não têm como alvo apenas os detentos. A operação também fiscaliza visitantes e policiais penais que eventualmente possam estar envolvidos na entrada de materiais proibidos ou na facilitação de atividades ilegais dentro das unidades.
Desde o início de agosto, a Operação Illicitus já retirou de circulação 623 celulares e mais de oito quilos de drogas encontrados no sistema prisional fluminense, segundo balanço divulgado pela Polícia Penal.
Em outra ação realizada nesta semana, agentes fizeram uma revista no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, o Bangu 4, também no Complexo de Gericinó. A unidade abriga presos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP).
Na ocasião, foram encontrados 30 celulares, além de drogas.
A Polícia Penal afirma que a continuidade das revistas busca enfraquecer a comunicação de integrantes de organizações criminosas dentro dos presídios com pessoas que atuam fora das unidades.
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