Polícia investiga falso esquema de empregos em Saquarema após mais de 200 denúncias de vítimas

Redação
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SAQUAREMA — A Polícia Civil investiga um suposto esquema de falsas promessas de emprego que teria feito mais de 200 vítimas em Saquarema, na Região dos Lagos. Segundo as denúncias, os investigados ofereciam vagas em um projeto inexistente ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e cobravam taxas que chegavam a R$ 2,5 mil para garantir a contratação.

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De acordo com os relatos, a principal investigada, identificada como Aline Fernandes da Cunha, afirmava atuar em um projeto chamado Inteligência Nacional de Auditoria, que supostamente seria desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Saquarema.

Em áudios obtidos pela TV Globo, ela dizia que o trabalho consistiria em uma espécie de auditoria do SUS e solicitava que os candidatos enviassem rapidamente dinheiro, documentos e comprovantes de pagamento via Pix para assegurar as vagas.

As vítimas afirmam que a proposta oferecia salário de R$ 5,5 mil, trabalho em home office e benefícios, atraindo pessoas desempregadas em busca de uma oportunidade de recolocação profissional.

Segundo os denunciantes, parte dos valores foi transferida para contas de Aline, enquanto a maior parte dos pagamentos teria sido destinada a Márcio de Oliveira Castro, que se apresentava como futuro subsecretário de Saúde de Saquarema e responsável pelo projeto.

A Prefeitura de Saquarema informou que o projeto citado nunca existiu e esclareceu que não realiza cobranças para ingresso em cargos comissionados. O município também afirmou que Aline Fernandes da Cunha e Márcio de Oliveira Castro nunca fizeram parte do quadro de servidores ou colaboradores da administração municipal.

A defesa de Aline declarou que ela também foi enganada e acreditava que participava de um projeto legítimo. Segundo o advogado, a investigada recebeu documentos e informações que davam aparência de legalidade à iniciativa e chegou a fazer investimentos próprios.

Já Márcio de Oliveira Castro não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.

A Polícia Civil informou que diversos boletins de ocorrência foram registrados desde o início do ano contra os investigados em delegacias de Saquarema. O caso segue sob investigação.

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