Polícia faz operação contra grupo suspeito de vender medicamentos falsificados para tratamento de câncer no Rio

Redação
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RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (16), uma operação contra um grupo suspeito de comercializar medicamentos falsificados utilizados no tratamento de câncer. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão nos bairros de Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

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Durante a operação, dois responsáveis pela empresa investigada foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. Além disso, medicamentos foram apreendidos e serão submetidos à perícia.

Segundo as investigações, a empresa oferecia o medicamento Imbruvica 140 mg, indicado para o tratamento de alguns tipos de leucemia e linfoma. A Polícia Civil informou que uma caixa do remédio chegou a ser anunciada por R$ 34.920, embora inicialmente fosse ofertada por R$ 23 mil, com exigência de pagamento antecipado.

A investigação teve início após uma denúncia da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). A suspeita de fraude foi confirmada após análise realizada pela fabricante do medicamento e pela perícia técnica, que identificaram que o lote informado na embalagem não existia nos registros da empresa responsável pela produção.

De acordo com a Polícia Civil, a empresa investigada se apresentava como fornecedora de materiais médicos e hospitalares, mas funcionava em um imóvel registrado como escritório, utilizado, na prática, como depósito e centro de distribuição de medicamentos, sem autorização específica e em desacordo com as normas sanitárias.

Os investigadores também apuram a participação dos dois sócios da empresa — uma enfermeira e um estudante de Direito — para esclarecer se utilizavam seus conhecimentos para conferir aparência de legalidade ao esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de crime contra as relações de consumo. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

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