Polícia desarticula grupo que vendia remédios abortivos e cobrava taxa para acompanhar procedimentos no RJ

Redação
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RIO DE JANEIRO (RJ) – A Polícia Civil desarticulou, na última quarta-feira (22), um grupo investigado por comercializar ilegalmente medicamentos abortivos e oferecer acompanhamento dos procedimentos mediante cobrança de uma taxa adicional, chamada pelos suspeitos de “adicional noturno”. A ação foi realizada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

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Duas mulheres foram presas: Priscila Fernanda Monteiro de Souza e Naiara Pereira Silva. Segundo as investigações, além de vender os medicamentos, elas orientavam as clientes sobre como realizar o procedimento de forma clandestina e cobravam um valor extra para prestar acompanhamento durante o aborto.

As investigações começaram após uma mulher procurar a polícia alegando ter sido lesada ao tentar comprar os medicamentos.

De acordo com o promotor Bruno Gangoni, o grupo atuava em diferentes municípios do estado, como Duque de Caxias, Maricá, São João de Meriti e Nova Iguaçu.

“Vendiam os remédios e orientavam as mulheres de forma bastante rudimentar e perigosa sobre como proceder para fazer o aborto”, afirmou o promotor.

A investigação também apontou que os procedimentos eram monitorados por meio de grupos em aplicativos de mensagens e que os medicamentos eram anunciados pela internet.

Durante a operação, os policiais apreenderam cartelas de medicamentos, celulares, máquinas de pagamento e cartões bancários.

Segundo a delegada Mônica Areal, responsável pelo caso, as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, tanto no Estado do Rio de Janeiro quanto em outras regiões do país.

“Encontramos uma grande quantidade de medicamento abortivo. Não havia qualquer preocupação com a saúde ou o bem-estar das pacientes. O único objetivo era o lucro”, afirmou a delegada.

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