Polícia Civil faz operação contra grupo ligado a Abelha, apontado como chefe do CV na Região dos Lagos

Redação
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RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), uma operação para desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV) na Região dos Lagos. O principal alvo é Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, apontado pelas investigações como uma das principais lideranças da facção na região.

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Até as 7h15, oito pessoas já haviam sido presas. A ação mira suspeitos de participação no tráfico de drogas, em ataques armados e no controle de comunidades em municípios da Região dos Lagos.

Os agentes cumprem mandados de prisão e mandados de busca e apreensão em endereços de Armação dos Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos, além de Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da 126ª DP, de Cabo Frio.

Segundo as investigações, Abelha coordena as atividades criminosas do grupo a partir dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Atualmente, ele é considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro.

Abelha saiu pela porta da frente do sistema penitenciário do RJ e, atualmente é procurado — Foto: Reprodução/TV Globo
Abelha saiu pela porta da frente do sistema penitenciário do RJ e, atualmente é procurado — Foto: Reprodução

A polícia afirma que o grupo atuava de forma estruturada na Região dos Lagos, com distribuição de drogas, circulação de homens armados, invasões de áreas dominadas por rivais e instalação de barricadas para restringir a movimentação de moradores.

Durante a apuração, os investigadores analisaram imagens retiradas de celulares e contas usadas por integrantes da facção. Os registros mostram criminosos armados, venda de entorpecentes e ações para ampliar o domínio territorial do grupo.

As investigações também identificaram um esquema de delivery de drogas. De acordo com a Polícia Civil, usuários faziam pedidos por aplicativos de mensagens, realizavam o pagamento e recebiam os entorpecentes no endereço combinado.

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