PF mira fraudes de mais de R$ 62 milhões em contratos de transporte escolar em Duque de Caxias

Redação
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DUQUE DE CAXIAS (RJ) — A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a Operação Faixa Amarela para investigar a possível atuação de uma organização criminosa em fraudes envolvendo contratos de transporte escolar relacionados à gestão municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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Ao todo, policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Duque de Caxias e na cidade do Rio de Janeiro.

As investigações apuram suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro.

Contratos começaram em 2020

Segundo a Polícia Federal, as possíveis irregularidades tiveram início em 2020 e os contratos foram renovados sucessivamente nos anos seguintes.

Somente durante os três primeiros anos, os contratos investigados movimentaram mais de R$ 62 milhões, conforme os dados divulgados pela corporação.

A apuração aponta para uma possível atuação coordenada entre empresários, funcionários públicos e terceiros.

Entre os indícios investigados estão o possível superfaturamento de licitações, o desvio de dinheiro público e movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para o pagamento de vantagens indevidas.

A PF também apura a possível utilização de mecanismos para ocultar a origem dos valores supostamente obtidos por meio das fraudes.

Investigação surgiu após outra operação

A Operação Faixa Amarela teve origem na análise de informações encontradas em um aparelho celular apreendido durante a Operação Anáfora.

O conteúdo analisado pelos investigadores forneceu elementos que deram início à nova frente de apuração sobre os contratos de transporte escolar.

As diligências desta quinta-feira buscam reunir novas provas e aprofundar a identificação dos envolvidos e da eventual participação de cada investigado.

Segundo a Polícia Federal, os fatos apurados podem caracterizar os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro. A investigação permanece em andamento.

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