CABO FRIO — A briga que deixou o ex-vereador Átila da Ótica com as roupas rasgadas durante a Feira Sebastião Lan, em Cabo Frio, ganhou um novo capítulo neste domingo (23). Conhecido após a confusão como “Popó da Feira”, em referência ao lutador Acelino Popó Freitas, o outro envolvido resolveu falar publicamente e apresentar sua versão sobre o que teria levado o desentendimento para o lado pessoal.
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Segundo Popó, a origem da confusão estaria em uma suposta dívida relacionada a uma campanha eleitoral anterior.
Ele afirma que aproximadamente 55 pessoas trabalharam na campanha de Átila e que cada uma deveria receber R$ 700 pelo serviço realizado.
Ainda segundo seu relato, Átila teria garantido que faria os pagamentos, mas o dinheiro não teria sido repassado aos trabalhadores conforme o combinado.
Popó sustenta que, diante das cobranças das pessoas que havia levado para trabalhar, decidiu tirar dinheiro do próprio bolso para pagar os cerca de 55 colaboradores.
A partir daquele momento, segundo ele, a situação deixou de ser apenas uma cobrança envolvendo terceiros e passou a ser uma dívida pessoal entre ele e Átila.
Foi essa pendência, de acordo com a versão apresentada por Popó, que teria provocado a discussão registrada neste domingo na Feira Sebastião Lan.
Átila estava no local participando de uma movimentação política e pedindo votos para candidatos a deputado estadual e federal quando os dois se encontraram.
A cobrança começou verbalmente, os ânimos se exaltaram e a discussão acabou evoluindo para uma briga física em plena feira, diante de comerciantes e frequentadores.
Vídeos gravados depois da confusão mostram Átila com a roupa completamente rasgada. Segundo relatos, o ex-vereador também ficou sem os sapatos durante o confronto e precisou conseguir roupa emprestada na própria feira para se vestir depois do episódio.
A situação rapidamente viralizou e rendeu o apelido de “Popó da Feira” ao homem que participou da confusão.
Apesar da repercussão e das imagens, a versão sobre a dívida é uma alegação apresentada por Popó. Até o momento, não foram apresentados publicamente documentos que comprovem o acordo, os pagamentos realizados por ele ou a responsabilidade de Átila pelo valor mencionado.

O caso terminou na delegacia de Cabo Frio, onde as circunstâncias da briga e as versões dos envolvidos poderão ser formalmente esclarecidas.
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