SAQUAREMA — O União Brasil mantém a candidatura de Paulo Cesar Melo de Sá a deputado estadual mesmo diante de graves acusações feitas pela própria neta, Maria Clara de Almeida Melo de Sá, que afirma ter sofrido abusos sexuais atribuídos ao avô.
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O caso tramita no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Saquarema. A Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor de Maria Clara e determinou restrições contra Paulo Cesar Melo de Sá e outros familiares citados no processo.
Segundo o relato apresentado pela jovem à Justiça, os episódios teriam começado quando ela ainda era criança. Maria Clara afirmou que passou a sofrer abusos de natureza sexual atribuídos ao avô durante visitas a uma propriedade da família e relatou ainda novos episódios já na fase adulta.
A decisão judicial também registra que, ao passar a morar com o avô em Saquarema para cursar faculdade, a jovem teria sido novamente vítima de condutas de natureza sexual e ameaças.
Diante da gravidade dos relatos, a Justiça determinou, entre outras medidas, a proibição de aproximação de Maria Clara e de familiares, com distância mínima de 250 metros.
Mesmo assim, Paulo Melo segue candidato a deputado estadual pelo União Brasil, o que vem provocando questionamentos sobre a postura do partido diante de uma acusação dessa gravidade.
A manutenção da candidatura não significa, juridicamente, que o partido esteja reconhecendo ou concordando com as acusações. Da mesma forma, as medidas protetivas não representam condenação criminal. O caso ainda depende de investigação e julgamento.
Maria Clara, porém, cobra respostas mais rápidas e afirma que sente que a influência política do avô pesa no andamento do caso.
Em entrevista ao RLagos, ela afirmou que a demora aumenta sua sensação de impunidade.
“Nada acontece e meus agressores continuam impunes. O que mais me revolta é ver tudo caminhando devagar enquanto ele continua a vida normalmente e ainda pode disputar uma eleição. Eu sinto que a influência dele faz com que muita coisa seja acobertada ou demore a andar. O que eu quero é Justiça”, afirmou Maria Clara.
A jovem também questiona como um candidato envolvido em um processo com acusações tão graves pode continuar normalmente em uma disputa eleitoral.
O caso agora coloca o União Brasil no centro de uma cobrança política: explicar por que mantém Paulo Melo em sua nominata mesmo diante da existência das acusações e de uma decisão judicial que concedeu medidas protetivas à neta.
O RLagos deixa espaço aberto para manifestação de Paulo Cesar Melo de Sá e do União Brasil.
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