SAQUAREMA — O União Brasil lançou o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Paulo Melo como candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, mesmo com o político sendo investigado após uma grave acusação de abuso sexual feita pela própria neta.
O caso coloca o partido no centro de uma forte controvérsia durante o período eleitoral. Paulo Melo, cujo nome completo é Paulo César Melo de Sá, tenta retornar à Alerj pelo União Brasil.
Segundo a denúncia apresentada às autoridades, a neta do político afirma ter sido vítima de abusos atribuídos ao avô quando ainda era criança. Ela também apresentou acusações contra o próprio pai.
A jovem relatou às autoridades que os episódios envolvendo Paulo Melo teriam começado durante visitas a uma propriedade da família, quando ela ainda estava na infância. Ela afirma ainda que novos episódios teriam ocorrido anos depois.
As acusações são investigadas e o processo tramita em segredo de Justiça.
Justiça concedeu medida protetiva
A Justiça do Rio concedeu medidas protetivas de urgência em favor da jovem e estabeleceu restrições de aproximação e contato envolvendo Paulo Melo e outros familiares.
A medida tem caráter preventivo e não representa uma condenação ou reconhecimento de culpa. A investigação segue em andamento.
Paulo Melo nega
Paulo Melo nega as acusações e já contestou publicamente as denúncias. Como o processo ainda está em andamento, caberá às autoridades responsáveis pela investigação e ao Judiciário determinar se existem elementos suficientes para eventual responsabilização criminal.
Até o momento, não há condenação de Paulo Melo pelas acusações relatadas pela neta.
União Brasil mantém candidatura
Mesmo diante da investigação e da repercussão do caso, o União Brasil colocou Paulo Melo na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Ex-presidente da Alerj e figura conhecida da política de Saquarema, Paulo Melo já exerceu vários mandatos como deputado estadual e agora busca retornar ao Parlamento fluminense.
A candidatura deve colocar o caso novamente no debate político durante a campanha eleitoral de 2026, principalmente diante da gravidade das acusações envolvendo fatos que, segundo o relato da jovem, teriam ocorrido quando ela ainda era criança.
