Um casal foi preso durante uma operação da Polícia Civil realizada em Figueira, em Arraial do Cabo, nesta sexta-feira. Batizada de Operação Amigo Urso, a ação da 132ª Delegacia de Polícia (132ª DP) apreendeu drogas, celulares e anotações em uma residência e também investiga uma possível tentativa de expansão do Comando Vermelho (CV) para o município e outras cidades da Região dos Lagos.
Os presos foram identificados como Wagner Estevão dos Santos e Suelen Peçanha de Paiva. Segundo a Polícia Civil, os dois são suspeitos de envolvimento com o tráfico e associação para o tráfico de drogas. O material recolhido será utilizado para aprofundar a investigação sobre uma possível ligação dos suspeitos com uma estrutura criminosa associada a “Doca da Penha”.

OPERAÇÃO AMIGO URSO
A ação foi realizada por agentes da 132ª DP durante diligências em uma residência localizada no distrito de Figueira. No imóvel, os policiais encontraram uma quantidade de drogas, além de aparelhos celulares e anotações que, conforme a investigação, podem ter relação com a comercialização de entorpecentes e outras atividades criminosas.
De acordo com a Polícia Civil, Wagner Estevão dos Santos e Suelen Peçanha de Paiva foram presos sob suspeita de participação no tráfico de drogas e associação para o tráfico. A investigação deverá analisar o material apreendido para identificar possíveis conexões e esclarecer o papel de cada um no esquema investigado.
INVESTIGAÇÃO SOBRE POSSÍVEL EXPANSÃO DO CV
Um dos principais focos da Operação Amigo Urso é verificar se os suspeitos possuem alguma ligação com uma estrutura criminosa associada a Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca da Penha” ou “Urso da Penha”.
A Polícia Civil também apura a hipótese de que integrantes do Comando Vermelho estejam tentando ampliar sua atuação territorial para Arraial do Cabo e outros municípios da Região dos Lagos. A possibilidade, no entanto, ainda não foi confirmada e permanece sob investigação.
Os investigadores deverão utilizar as informações encontradas nos celulares e nas anotações apreendidas, além de realizar novas diligências, para verificar a existência de possíveis vínculos entre os suspeitos e outros integrantes da organização criminosa.
