RIO DE JANEIRO — A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a Operação Red Fox para desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional ligada a uma facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.
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A investigação apura a movimentação, ocultação e lavagem de recursos ilícitos utilizados para financiar a compra de armas de uso restrito e drogas provenientes do exterior.
As medidas autorizadas pela Justiça Federal incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro de bens, indisponibilidade de valores e suspensão das atividades de empresas apontadas como utilizadas pelo grupo criminoso.
Durante a operação, quatro investigados foram presos. Dois deles foram localizados no Suriname, onde acabaram capturados pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil. Os outros dois foram presos no Rio de Janeiro e em Tabatinga, no Amazonas.
Segundo a Polícia Federal, um dos investigados presos no exterior é apontado como operador financeiro responsável por movimentar mais de R$ 150 milhões durante o período investigado.
As investigações revelaram que a organização utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, transferências via PIX, depósitos fracionados e movimentações incompatíveis com a renda declarada para ocultar a origem dos recursos.
Além das prisões já realizadas, nove mandados de prisão preventiva continuam em aberto contra outros integrantes da organização criminosa, incluindo lideranças ainda foragidas.
No eixo patrimonial, a Justiça autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores até o limite de quase R$ 500 milhões, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a facção e interromper o financiamento das atividades ilícitas.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para localizar os demais envolvidos e aprofundar a análise financeira e telemática do grupo.
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