RIO DE JANEIRO (RJ) — A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (24) uma operação contra integrantes de uma milícia que atua nas regiões de Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação teve como foco dois homens apontados como peças-chave na estrutura financeira e operacional da organização criminosa, que, segundo as investigações, mantém uma aliança com a facção Terceiro Comando Puro (TCP).
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Os agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra Rodrigo Marques Carbone e Luick Ferreira Cabral Pequeno. Rodrigo foi localizado e preso em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, enquanto Luick já se encontrava preso desde abril deste ano.
De acordo com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), os investigados exerciam funções estratégicas dentro da organização criminosa, atuando tanto na arrecadação de dinheiro obtido por meio de extorsões quanto na coordenação de ações armadas para manutenção e expansão do território dominado pelo grupo.
Segundo a Polícia Civil, a dupla era responsável por gerenciar a cobrança de taxas impostas a moradores, comerciantes, prestadores de serviço e empreendimentos imobiliários localizados nas áreas sob influência da milícia.
Além disso, os suspeitos também atuariam como chamados “puxadores de guerra”, coordenando confrontos, invasões territoriais e mobilizações de criminosos armados contra grupos rivais.
As investigações apontam ainda que a milícia mantém uma aliança com o TCP com o objetivo de fortalecer seu poder de fogo, consolidar o domínio sobre áreas já controladas e avançar sobre territórios atualmente disputados pelo Comando Vermelho (CV).
A apuração teve início em setembro de 2025, após uma operação realizada na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes do grupo e na apreensão de celulares, dinheiro em espécie, uma pistola calibre 9 milímetros e um veículo clonado.
A análise do material apreendido permitiu aos investigadores identificar outros integrantes da organização e mapear sua estrutura de comando. Conversas obtidas durante a investigação revelaram detalhes sobre cobranças diárias de taxas, divisão territorial, movimentação de equipes armadas e a integração entre operadores financeiros e criminosos responsáveis pela segurança da organização.
A operação ocorre em meio ao aumento da violência na região de Rio das Pedras, que tem registrado sucessivos confrontos envolvendo milicianos e traficantes nos últimos dias. A comunidade é considerada estratégica na disputa entre grupos criminosos que atuam na Zona Oeste do Rio.
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