Operação contra facção ligada a 15 homicídios termina com 15 presos e dois mortos em Salvador

Redação
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BRASIL — Uma megaoperação policial contra uma facção criminosa suspeita de envolvimento em pelo menos 15 homicídios resultou na prisão de 15 pessoas e na morte de dois investigados nesta terça-feira (16). A ação ocorreu simultaneamente na Bahia, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

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Segundo a Polícia Civil, o grupo é apontado como responsável por assassinatos ligados à disputa pelo controle do tráfico de drogas nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras V, em Salvador.

Batizada de Operação Gênesis, a ofensiva mobilizou equipes de diferentes estados e teve como alvo integrantes considerados estratégicos dentro da estrutura criminosa.

Além dos 15 presos durante a operação, outros cinco investigados que já estavam no sistema prisional tiveram novos mandados de prisão cumpridos.

As prisões ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Macaé, Balneário Camboriú e Itapema.

Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, os policiais apreenderam armas, drogas, celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados pelos investigadores.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que o grupo mantinha uma estrutura organizada para controlar territórios dominados pelo tráfico, utilizando barricadas, drones, sistemas de videomonitoramento e câmeras para monitorar a movimentação das forças de segurança.

As apurações também apontam que a organização expandiu suas atividades para outros estados, especialmente Santa Catarina, onde teria criado uma rede voltada ao tráfico de drogas e à prática de homicídios.

Entre os investigados estava Rogério de Andrade Gonçalves, apontado como o principal líder da facção ainda em liberdade. Segundo a polícia, ele morreu após trocar tiros com agentes durante o cumprimento de um mandado de prisão em Retirolândia, no interior baiano.

Outro integrante considerado de confiança da organização, Rodrigo Ventura dos Santos, também morreu durante confronto com equipes policiais em Santa Catarina.

As investigações indicam que Rodrigo participava da coordenação de ataques contra grupos rivais, da gestão de armamentos e do recrutamento de integrantes para a facção.

Outro alvo preso foi um homem apontado como o “armeiro” da organização criminosa. Segundo a polícia, ele seria responsável pela fabricação, adaptação e manutenção das armas utilizadas pelo grupo.

Também foi detido um produtor cultural suspeito de utilizar eventos do tipo paredão para auxiliar na comunicação entre integrantes da facção e monitorar movimentações das forças de segurança.

Segundo os investigadores, os homicídios atribuídos ao grupo não ocorreram de forma isolada, mas faziam parte de uma estratégia para consolidar o domínio territorial sobre áreas de tráfico em Salvador.

A Operação Gênesis é um desdobramento das investigações iniciadas durante a Operação Saigon, deflagrada em 2023 contra a mesma organização criminosa.

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