BRASIL — A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização Meteorológica Mundial (OMM), emitiu um alerta sobre a chegada do fenômeno El Niño, que pode provocar eventos climáticos extremos no Brasil nos próximos meses. Segundo a entidade, há até 90% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até novembro.
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De acordo com a OMM, o Brasil está entre os países que podem sofrer os impactos mais significativos. Entre as principais consequências previstas estão o agravamento da seca no Nordeste e na Amazônia, aumento do risco de incêndios florestais, possibilidade de apagões por redução dos reservatórios hidrelétricos e chuvas intensas com enchentes e deslizamentos no Sudeste.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que a Amazônia ainda se recupera de períodos recentes de estiagem e que a situação pode voltar a se agravar. Já no Sudeste, estados como Rio de Janeiro e São Paulo podem enfrentar episódios de chuva extrema e desastres associados.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo precisa encarar o fenômeno como um alerta climático urgente. Segundo ele, o El Niño deverá intensificar ainda mais os efeitos do aquecimento global, aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos.
Os especialistas apontam que as temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial estão acima da média e criaram as condições necessárias para o desenvolvimento do fenômeno. A previsão é de que ele tenha intensidade moderada ou forte.
A OMM ressaltou que governos, setores de energia, agricultura, saúde e defesa civil devem se preparar para os possíveis impactos, já que os efeitos podem ser sentidos em diferentes regiões do planeta.
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