‘O traidor da vez?’: Thiago Moura vira as costas para Daniela, volta ao colo do vulgo Chiquinho e vira alvo de críticas por prepotência, hipocrisia e conveniência política em Araruama

Redação
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ARARUAMA — Se a política de Araruama fosse uma crônica medieval, Thiago Moura seria hoje o personagem que abandona o castelo onde recebeu abrigo, troca o estandarte no meio da batalha e retorna ao exército que havia deixado para trás.

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Depois de ocupar uma das principais secretarias da gestão da prefeita Daniela Soares, receber espaço político dentro do governo e contar com apoio público para seu projeto de chegar à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Thiago agora protagoniza uma nova mudança de lado.

O vereador se reaproximou politicamente do grupo de Francisco Ribeiro, o vulgo Chiquinho, justamente de onde já havia se afastado anteriormente.

A movimentação chama atenção não apenas pela mudança de aliança, mas principalmente pelo momento em que acontece.

Em janeiro de 2025, Daniela Soares abriu as portas do primeiro escalão para Thiago e o nomeou secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico. Era uma demonstração clara de confiança política.

Durante sua passagem pela pasta, Thiago esteve à frente de uma área de grande exposição dentro da Prefeitura, envolvida diretamente na realização de eventos e na promoção econômica e turística do município.

Mesmo diante das críticas e questionamentos políticos que surgiram ao longo do período, Daniela não retirou Thiago do tabuleiro. Pelo contrário: manteve o então secretário próximo e continuou dando sustentação política ao seu projeto.

A demonstração mais evidente ocorreu quando Thiago decidiu construir uma candidatura a deputado estadual.

Em junho, a própria prefeita participou do evento que marcou a inauguração do diretório do PSDB em Araruama e a oficialização da pré-candidatura de Thiago à Alerj.

Era a fotografia de alguém que havia recebido cargo, confiança, visibilidade e apoio eleitoral.

Agora, poucos meses depois, a fotografia mudou completamente.

Thiago reaparece politicamente próximo do vulgo Chiquinho, retomando uma relação que já havia sido interrompida no passado.

E é justamente aí que surge a palavra que começa a rondar os bastidores: traição.

Não como uma definição jurídica ou factual, mas como a leitura política feita diante de uma sequência difícil de ignorar: Thiago esteve com Chiquinho, rompeu com Chiquinho, foi acolhido por Daniela, ganhou espaço no governo e, em plena campanha, retorna novamente para o antigo lado.

É o tipo de movimentação que faz a política parecer menos uma disputa de ideias e mais uma guerra de conveniências.

A pergunta que corre pelos corredores políticos de Araruama é simples: qual bandeira Thiago Moura realmente carrega?

Porque, quando um político muda de campo uma vez, pode ser divergência. Quando retorna justamente ao grupo que havia abandonado depois de receber espaço de outro, a mudança passa a carregar um peso político muito maior.

Para quem permaneceu ao lado de Daniela, a saída pode ser vista como ingratitude. Afinal, foi dentro do governo da prefeita que Thiago recebeu uma das principais vitrines de sua trajetória recente e ganhou apoio para tentar transformar o mandato de vereador em uma cadeira na Alerj.

Mas agora, diante da eleição, o mesmo Thiago que vestiu a camisa do governo Daniela parece ter decidido trocar novamente de uniforme.

A política permite alianças, rompimentos e reconciliações. O que ela dificilmente perdoa é a falta de memória.

E a memória de Araruama registra uma sequência curiosa: Thiago saiu de perto do vulgo Chiquinho, encontrou espaço ao lado de Daniela e agora retorna para o mesmo campo político que havia deixado.

Se fosse uma história medieval, o arauto anunciaria pelas ruas que um cavaleiro havia novamente trocado de senhor.

Na política de Araruama, não existem castelos nem espadas.

Existem cargos, alianças, votos e memória.

E, neste capítulo, Thiago Moura terá de explicar ao eleitor se sua nova mudança representa convicção política ou apenas a escolha do lado que considera mais conveniente para tentar chegar à Alerj.

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