NOVA JERSEY — A Noruega foi gigante. O Brasil, um lixo em campo. Em uma atuação sem vibração, sem personalidade e muito abaixo do peso de uma camisa cinco vezes campeã do mundo, a Seleção Brasileira perdeu por 2 a 1 neste domingo (5) e está eliminada da Copa do Mundo de 2026 ainda nas oitavas de final.
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E não dá para colocar a culpa no azar. O Brasil teve chance, perdeu pênalti, desperdiçou oportunidades e depois praticamente assistiu à Noruega tomar conta do jogo. Quando a partida ficou grande, apareceu Erling Haaland. O astro norueguês marcou duas vezes no segundo tempo, destruiu o sonho do hexa e mandou a equipe brasileira de volta para casa.
A tragédia começou a se desenhar logo cedo. Aos três minutos, a Noruega chegou a balançar a rede, mas o lance foi anulado por impedimento. Pouco depois, aos 10, surgiu uma oportunidade de ouro para o Brasil. Matheus Cunha foi derrubado por Ajer, o árbitro consultou o VAR e marcou pênalti. Bruno Guimarães foi para a cobrança, bateu mal e viu o goleiro Nyland defender.
O erro custou caro. Embora o Brasil tenha criado chances, a sensação era de que a Noruega jogava com mais consciência, mais organização e mais coragem. Douglas Santos perdeu uma oportunidade cara a cara após passe de Vini Jr., enquanto o próprio atacante do Real Madrid também parou em Nyland após boa jogada com Martinelli.
Do outro lado, a Noruega crescia. Martin Odegaard comandava o meio-campo e encontrou espaços para ameaçar a defesa brasileira. Antes do intervalo, o meia teve duas boas oportunidades, uma delas frente a frente com Alisson. O Brasil escapou, mas o aviso estava dado.
Na segunda etapa, a diferença de postura ficou ainda mais evidente. A Noruega controlava o jogo, enquanto o Brasil parecia perdido, sem conseguir impor ritmo ou pressionar de forma consistente. Carlo Ancelotti tentou mudar a equipe e colocou Endrick no lugar de Matheus Cunha. Logo no primeiro lance, o jovem recebeu de Vini Jr. em boa condição, mas finalizou para fora.
Depois, entraram Neymar e Danilo Santos nas vagas de Rayan e Gabriel Martinelli. As alterações, porém, não resolveram. Pelo contrário: o Brasil perdeu ainda mais controle do meio-campo, e a Noruega começou a encontrar os espaços que queria.
Aos 34 minutos, veio o castigo. Haaland ganhou da defesa brasileira e marcou de cabeça, sem chances para Alisson. O Brasil entrou em desespero, tentou reagir sem organização e deixou ainda mais terreno para o melhor jogador adversário.
Aos 44 minutos, Haaland apareceu novamente. O atacante recebeu, finalizou de fora da área e marcou o segundo gol norueguês. Era o golpe final em uma Seleção Brasileira que já demonstrava não ter forças para reagir.
Nos acréscimos, Neymar ainda diminuiu em cobrança de pênalti. O gol, porém, serviu apenas para reduzir o tamanho do vexame no placar. Não houve tempo para empate, muito menos para uma reação que o Brasil, sinceramente, pouco fez para merecer.
A eliminação amplia uma ferida histórica. O Brasil ficará pelo menos 28 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, o maior jejum absoluto desde o primeiro título mundial, em 1958. A última taça foi levantada em 2002, e o hexa novamente fica pelo caminho.
A Noruega, por outro lado, confirmou que não é apenas uma seleção dependente de Haaland. O time foi mais organizado, mais intenso e mais competitivo. Com a vitória, ampliou também o tabu contra o Brasil: agora são cinco confrontos, três vitórias norueguesas e dois empates. A Seleção Brasileira segue sem nunca ter derrotado os escandinavos.
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