MPRJ é premiado por fiscalização contra desmatamento

Redação
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Foto: Divulgação/MPRJ
MPRJ recebeu prêmio pelo uso do programa Olho no Verde na fiscalização de áreas de Mata Atlântica no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recebeu um prêmio de Práticas Inovadoras na Fiscalização do Desmatamento durante a cerimônia de divulgação do balanço nacional da Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada em Belo Horizonte. O reconhecimento foi concedido pela utilização do programa Olho no Verde, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade (SEAS/RJ).

A premiação foi recebida pelos promotores de Justiça Vinícius Lameira Bernardo, André Dickstein e Renata Lopes, representantes das instituições envolvidas na iniciativa. Segundo o MPRJ, a ferramenta utiliza recursos tecnológicos para auxiliar na identificação e fiscalização de áreas com possíveis ocorrências de desmatamento.

No Rio de Janeiro, a edição de 2026 da operação foi considerada a maior ação conjunta de fiscalização de alertas de desmatamento já realizada no estado. Ao todo, foram vistoriados 314 hectares e atendidos 168 alertas, número 366,7% superior ao registrado na edição anterior.

As fiscalizações contaram com a participação direta de 64 municípios fluminenses. A ação resultou em 225 medidas administrativas e na aplicação de multas que somam aproximadamente R$ 800 mil.

MPRJ e SEAS dividiram a coordenação estadual da operação neste ano, com integração e capacitação das equipes municipais. O trabalho foi desenvolvido ao longo de 2025 e 2026, quando representantes das instituições percorreram os 92 municípios do estado para ampliar a adesão à Rede Parceira Olho no Verde.

Para o coordenador do CAO Meio Ambiente, promotor Vinícius Lameira, o prêmio reconhece um trabalho técnico desenvolvido ao longo de mais de uma década. Ele também destacou a participação dos municípios e dos agentes de fiscalização ambiental estaduais e municipais.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica. Em 2026, a mobilização envolveu os 17 estados brasileiros que fazem parte do bioma.

Segundo o promotor André Dickstein, o trabalho de fiscalização e aplicação de sanções é fundamental para permitir que o Sistema de Justiça responsabilize os envolvidos em casos de desmatamento ilegal.

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