RIO — O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta terça-feira (1º), a segunda fase da Operação Snack Time, que investiga um suposto esquema conhecido como “máfia das cantinas” em presídios fluminenses. Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas e se tornaram rés no processo.
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Segundo o MPRJ, a organização criminosa teria controlado por quase 10 anos a exploração comercial das cantinas instaladas em unidades prisionais do estado por meio da manipulação de processos de licitação.
Em uma das disputas investigadas, o grupo teria conseguido arrematar 95% dos lotes oferecidos. O Ministério Público estima que o esquema tenha causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.
Buscas no Rio e na Baixada Fluminense
Promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) cumprem mandados de busca e apreensão contra os 22 investigados.
As buscas acontecem em endereços na capital, em Mesquita e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Durante a operação, foram apreendidos dinheiro e joias, segundo o MPRJ.
Entre os investigados estão um ex-subsecretário estadual e um policial penal.
Os 22 foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e fraude em licitação. A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, tornando os investigados réus e permitindo a expedição dos mandados.
Ex-subsecretário está entre os investigados
Um dos alvos é o ex-subsecretário Rafael Rodrigues de Andrade, que já havia sido preso em 2020 em uma investigação envolvendo fraudes em contratos relacionados ao fornecimento de alimentação.
A primeira fase da Operação Snack Time foi realizada em novembro de 2024. As investigações continuam para apurar a atuação do grupo e a movimentação financeira relacionada ao suposto esquema.
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