MPRJ denuncia 21 pessoas por envolvimento com milícia em Queimados; nove já estão presos

Redação
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QUEIMADOS — O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 21 pessoas por envolvimento com uma milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense.

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A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e aceita pela Justiça, que determinou a prisão preventiva de 20 dos 21 denunciados.

Na manhã desta quarta-feira (1º), agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com apoio da Polícia Militar, foram às ruas para cumprir os mandados de prisão.

Até o momento, nove alvos já estão presos. Desse total, cinco já estavam no sistema penitenciário e outros quatro foram presos durante ações realizadas em Queimados e Nova Iguaçu.

Segundo as investigações, o grupo atuava com ameaças, cobrança de taxas e extorsão contra comerciantes e mototaxistas da região.

O MPRJ aponta que os denunciados integravam uma estrutura criminosa que impunha pagamentos obrigatórios a moradores e trabalhadores, usando intimidação para manter o controle sobre determinadas áreas.

As informações que ajudaram a avançar na investigação foram obtidas a partir da apreensão de um celular que estava com Washington Gabriel de Oliveira Rosa, conhecido como Bibi.

Ele foi preso após um confronto entre milícias. A análise do aparelho revelou detalhes da atuação do grupo e indicou que os criminosos também monitoravam policiais militares.

De acordo com o MPRJ, a organização acompanhava a movimentação de agentes de segurança, o que reforça a suspeita de tentativa de proteger a atuação criminosa e dificultar ações policiais.

A operação desta quarta-feira faz parte da terceira fase da Operação Hunter, investigação voltada ao combate de grupos milicianos na Baixada Fluminense.

A primeira fase da operação aconteceu em julho de 2019. Já a segunda foi deflagrada em janeiro de 2024.

Com a nova fase, o GAECO/MPRJ busca enfraquecer a estrutura da milícia em Queimados e avançar na responsabilização dos denunciados.

O caso segue em andamento na Justiça, e os denunciados vão responder de acordo com a participação apontada nas investigações.

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