CABO FRIO — Um suposto esquema envolvendo adiantamentos salariais de servidores da Prefeitura de Cabo Frio passou a ser alvo de apuração do Ministério Público e também estaria sob atenção da Receita Federal, segundo informações obtidas pelo Portal RLagos Notícias.
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O caso teria ocorrido durante o ano de 2024, período da gestão da ex-prefeita Magdala Furtado, e envolve servidores municipais que teriam solicitado valores altos de adiantamento salarial, alguns entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.
De acordo com relatos recebidos pelo RLagos, parte desses servidores acabou indo parar na dívida ativa, após não conseguir arcar com os valores retirados. A situação teria gerado cobrança, revolta e uma série de questionamentos internos sobre o destino final do dinheiro.
As informações apontam que mais de R$ 300 mil teriam sido movimentados por meio desses adiantamentos. A principal suspeita é de que parte dos valores não teria ficado com os servidores, mas sim repassada a um ex-secretário de Governo da época.
Nos bastidores, servidores envolvidos no caso estariam procurando a ex-prefeita Magdala Furtado para cobrar explicações sobre o episódio. Há relatos de que o clima teria ficado tenso, com cobranças diretas e até ameaças contra a ex-prefeita.
Ainda segundo informações obtidas pelo Portal RLagos Notícias, Magdala Furtado teria registrado um boletim de ocorrência em uma delegacia de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, afirmando que não tem envolvimento com o caso e que nunca recebeu dinheiro de servidores.
A ex-prefeita também teria declarado que não pegou dinheiro de ninguém e que qualquer valor supostamente arrecadado teria ido parar nas mãos de um ex-secretário de Governo da época.
O caso agora levanta uma pergunta central: por que servidores da Prefeitura de Cabo Frio teriam solicitado adiantamentos tão altos de salário e, depois, teriam sido obrigados a devolver valores que acabaram gerando dívidas e cobranças?
A apuração do Ministério Público deve buscar esclarecer quem autorizou os adiantamentos, qual foi a justificativa usada nos pedidos, para onde o dinheiro foi destinado e se houve participação de agentes públicos no suposto esquema.
A Receita Federal também estaria acompanhando o caso para verificar eventual movimentação financeira incompatível, repasses não declarados ou uso irregular de recursos por parte dos envolvidos.
Até o momento, não há condenação. O caso é tratado como uma investigação em andamento e deve avançar com a coleta de documentos, depoimentos e análise das movimentações financeiras relacionadas aos servidores.
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