
Foto: Marcello Casal Jr /Agência Brasil
Estimativa continua acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%Nacional – O mercado financeiro reduziu pela primeira vez em 16 semanas a projeção da inflação oficial do país para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,33% para 5,30%.
Apesar da leve queda, a estimativa continua acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Para os próximos anos, o cenário segue de relativa estabilidade, com pequenas variações nas projeções. Em 2027, a expectativa subiu ligeiramente de 4,17% para 4,18%. Já para 2028 e 2029, as estimativas foram mantidas em 3,7% e 3,5%, respectivamente.
Selic permanece em 14%
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida em 14% pelos analistas do mercado. O patamar indica expectativa de continuidade no ciclo de cortes graduais, considerando que a taxa atual está em 14,25%, conforme decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.
Para os anos seguintes, as projeções também não sofreram alterações: a Selic deve ficar em 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029.
PIB tem leve alta nas projeções futuras
A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro permaneceu em 1,99% para 2026. Para 2027, houve leve alta, passando de 1,68% para 1,69%. Já para 2028 e 2029, o mercado manteve a previsão de expansão em 2% ao ano.
Dólar segue estável nas projeções
No câmbio, as expectativas também não apresentaram mudanças. O dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027, a projeção segue em R$ 5,58, enquanto para 2028 permanece em R$ 5,35. Em 2029, a estimativa continua em R$ 5,40.
O boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras e serve como um dos principais indicadores de expectativas do mercado em relação à economia brasileira.

