Mais de 600 banhistas são resgatados em praias do Norte Fluminense no 1º semestre

Redação
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NORTE FLUMINENSE – O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) resgatou 623 pessoas em praias do Norte Fluminense entre janeiro e junho deste ano. No mesmo período, guarda-vidas realizaram 17.945 ações preventivas, orientando banhistas e reforçando a segurança nas áreas de maior movimento.

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Os números foram divulgados às vésperas do Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho, e reforçam a importância da conscientização sobre os riscos em ambientes aquáticos.

Resgates e ações preventivas

Os dados do Corpo de Bombeiros mostram a atuação das equipes em diferentes pontos da região:

  • São João da Barra: 437 resgates e 10.429 ações preventivas;
  • Farol de São Tomé (Campos dos Goytacazes): 185 resgates e 7.368 orientações;
  • 5º Grupamento de Bombeiros Militar (Campos): 1 resgate e 148 ações preventivas.

Ao todo, foram 623 resgates e 17.945 orientações realizadas entre 1º de janeiro e 25 de junho.

Brasil registra uma morte por afogamento a cada 90 minutos

Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), cerca de 5.742 pessoas morrem por afogamento todos os anos no Brasil, o equivalente a uma morte a cada 90 minutos.

A entidade também destaca que:

  • O afogamento é a segunda principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos;
  • Em média, quatro crianças morrem afogadas por dia no país;
  • 52% das mortes de crianças de até 9 anos ocorrem dentro de casa;
  • 66% dos afogamentos fatais acontecem em rios, lagos e represas;
  • Os homens morrem por afogamento em uma proporção seis vezes maior que as mulheres;
  • 41% das vítimas fatais têm menos de 29 anos.

Campanha nacional de prevenção

Neste ano, a campanha da Sobrasa promoverá ações educativas em todo o país, incluindo o movimento “Go Blue – Vista-se de Azul”, workshops sobre segurança em ambientes aquáticos e atividades voltadas para praticantes de esportes como surfe, stand up paddle, remo, canoagem e kitesurf.

Segundo o secretário-geral da entidade, David Szpilman, a maioria dos afogamentos pode ser evitada por meio da informação, supervisão adequada e adoção de medidas preventivas.

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