RIO DE JANEIRO — Uma lista com os nomes de pelo menos 20 políticos do Rio de Janeiro, apreendida pela Polícia Federal na casa do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, ajudou a impulsionar as investigações que levaram à 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2).
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Os documentos foram encontrados dentro de uma mala de couro, localizada na cabeceira da cama de Adilsinho, durante a Operação Smoke Free, realizada em 2022. A partir da análise desse material, os investigadores avançaram sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o jogo do bicho e possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.
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A nova fase da operação resultou na prisão do pastor e empresário Márcio Poncio e em novos mandados contra Rodrigo Bacellar e o próprio Adilsinho, que já estavam encarcerados por outros desdobramentos judiciais.
Segundo as informações da investigação, a documentação reúne nomes de políticos, anotações sobre supostos pagamentos, doações eleitorais e movimentações financeiras que podem estar relacionadas a um esquema de lavagem de dinheiro.
Entre os nomes mencionados no material, Rodrigo Bacellar teria sido identificado pelo codinome “Barba”, segundo a apuração. A suspeita é de que apelidos fossem usados para dificultar a identificação de pessoas citadas nos registros.
A lista também menciona o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, além de um delegado da própria Polícia Federal. As anotações passaram a ser analisadas como parte de uma investigação mais ampla sobre possíveis relações entre contravenção, agentes públicos e movimentações financeiras suspeitas.
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A 5ª fase da Operação Unha e Carne aprofunda a apuração sobre indícios de lavagem de dinheiro ligados à nova cúpula do jogo do bicho e à chamada “Máfia do Cigarro”. O foco dos investigadores é descobrir se recursos de origem ilícita foram movimentados por meio de estruturas políticas, empresariais ou eleitorais.
Márcio Poncio foi preso em um flat na Barra da Tijuca, enquanto Bacellar e Adilsinho, mesmo já encarcerados, foram novamente atingidos por ordens judiciais. A operação amplia uma investigação que passou a conectar documentos apreendidos há anos a novos suspeitos e possíveis repasses a agentes públicos.
A descoberta da lista com pelo menos 20 nomes de políticos se tornou uma das peças centrais da apuração e pode abrir novos desdobramentos. Até o momento, a simples presença de um nome em anotações apreendidas não representa condenação, e cada possível vínculo ainda precisa ser individualmente comprovado no curso das investigações.
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