RESENDE — A Justiça do Rio de Janeiro manteve presa a mulher de 29 anos suspeita de matar o próprio filho, um bebê de cinco meses, em Resende. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (2), durante audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
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A mulher é investigada pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos. Na decisão, o juiz Marco Aurélio da Silva Adania afirmou que a suspeita representa risco concreto à ordem pública, destacando a gravidade do caso, a vulnerabilidade da vítima e o descumprimento dos deveres básicos de cuidado.
A defesa pediu que a investigada respondesse ao processo em liberdade ou em prisão domiciliar, mas o pedido foi negado. Segundo o magistrado, a legislação impede a concessão desse benefício quando o crime envolve violência ou é praticado contra o próprio filho.
O laudo da necropsia concluiu que o bebê morreu por asfixia causada por sufocação direta e apontou que a criança apresentava quadro de desnutrição grave. Aos cinco meses, pesava apenas três quilos e apresentava sinais de desidratação.
Durante as investigações, policiais encontraram a residência da família em condições precárias, com lixo acumulado, fezes de animais, alimentos estragados e indícios de uso de drogas. As outras duas filhas da investigada foram encontradas em situação de abandono e permanecem sob os cuidados da avó materna, acompanhadas pelo Conselho Tutelar.
O pai das crianças, que está foragido da Justiça, também é investigado por suspeita de negligência.
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