Foto: PMI
Itatiaia – A Prefeitura de Itatiaia implantou uma nova metodologia para monitorar a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia utiliza ovitrampas, armadilhas capazes de identificar a presença de ovos do mosquito, permitindo que as equipes da Vigilância Ambiental atuem antes que o inseto chegue à fase adulta.
Até então, o monitoramento era realizado principalmente por meio da pesquisa de larvas durante visitas aos imóveis. Com a nova metodologia, a identificação da infestação ocorre em um estágio mais precoce, possibilitando que as ações de prevenção e controle sejam direcionadas às áreas com maior risco.
Para o trabalho de monitoramento, o município foi dividido em quadrantes, chamados tecnicamente de grids. Em cada um deles é instalada uma ovitrampa, que permanece no local por 15 dias, conforme o calendário da Secretaria de Estado de Saúde. Os agentes retornam semanalmente para coletar e contabilizar os ovos depositados pelo mosquito.
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Apesar do nome técnico, a ovitrampa é um equipamento simples. Trata-se de um recipiente semelhante a um vaso de plantas, contendo água, levedo de cerveja e uma pequena palheta onde a fêmea do Aedes aegypti deposita os ovos. O levedo funciona como atrativo natural e a armadilha não utiliza produtos químicos.
Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Raphael Andrade de Castro, a principal vantagem da nova estratégia é permitir uma atuação antecipada.
“A principal vantagem dessa metodologia é o fato de monitorarmos a infestação a partir de ovos, e não de larvas. É uma antecipação no estágio de desenvolvimento do mosquito, possibilitando a adoção de medidas antes que ele se torne adulto, quando está apto à reprodução e à transmissão de doenças”, explicou.
Os dados obtidos pelas ovitrampas são analisados em conjunto com os levantamentos de infestação larvária e os registros de casos de dengue no município. Segundo a prefeitura, esse cruzamento de informações permite identificar com maior precisão as áreas prioritárias para a atuação das equipes de campo.
Com isso, a Vigilância Ambiental pode concentrar os esforços nos locais com maior risco de infestação, tornando o trabalho mais eficiente e reduzindo a necessidade de ações generalizadas em toda a cidade.
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A Secretaria de Saúde reforça que a participação da população continua sendo fundamental para o sucesso da estratégia. Além de permitir o acesso dos agentes aos imóveis para instalação e acompanhamento das armadilhas, os moradores devem manter os cuidados para eliminar recipientes que possam acumular água, principal ambiente de reprodução do Aedes aegypti.
De acordo com Raphael Andrade de Castro, mesmo com o uso de novas tecnologias, o combate ao mosquito depende da colaboração da comunidade.
“As ovitrampas tornam nosso monitoramento mais preciso e permitem direcionar as equipes para as áreas onde realmente há necessidade de atuação. Mas a maior efetividade continua vindo do cuidado diário realizado pelos moradores em suas residências e pelos empresários em seus estabelecimentos, eliminando possíveis criadouros do mosquito”, afirmou.
