NOVA FRIBURGO — A construção do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula cerca de 14 anos de atraso entre o lançamento do projeto e a previsão de entrega, além de registrar um aumento de aproximadamente 27% no custo estimado. As informações constam em uma representação protocolada no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) pelo vereador Pedro Duarte (PSD), que solicita uma auditoria para apurar possíveis irregularidades na execução da obra.
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Segundo o documento, o primeiro investimento na unidade foi anunciado em 2012, com previsão de inauguração em 2014. Desde então, a obra passou por três contratos com empresas diferentes e recebeu sucessivos aditivos de prazo e de valor.
A representação afirma que o contrato firmado em 2022 para concluir o hospital previa execução em 365 dias, mas teve oito aditivos, ampliando o cronograma para 1.275 dias. O valor também aumentou de R$ 50,6 milhões para cerca de R$ 62,3 milhões.
Ainda de acordo com o documento, antes mesmo do encerramento desse contrato, o Estado firmou um novo acordo, em 2025, para uma reforma complementar. Esse segundo contrato também recebeu quatro aditivos, elevando o prazo de 180 para 420 dias e o custo de R$ 8,7 milhões para R$ 11,2 milhões.
O vereador questiona ainda uma cláusula contratual que prevê o compartilhamento de riscos para corrigir falhas da etapa anterior, o que, segundo a representação, pode ter transferido ao poder público despesas que deveriam ser assumidas pela empresa responsável pela obra original.
Entre os pedidos encaminhados ao TCE-RJ estão a realização de uma auditoria, a apuração dos motivos dos atrasos, a análise da legalidade do segundo contrato e a suspensão da emissão definitiva do atestado de execução da obra até a conclusão das investigações.
Em nota, o Governo do Estado informou que o hospital está na fase final de acabamentos e instalação do sistema de ar-condicionado, com previsão de entrega para outubro de 2026. A administração estadual afirmou que a ampliação dos prazos ocorreu para permitir ajustes previstos contratualmente, mas não respondeu aos questionamentos sobre os sucessivos aditivos, o aumento dos custos e as possíveis irregularidades apontadas na representação.
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