Fifa arquiva caso e não vê gesto supremacista de assistente do VAR em Alemanha x Curaçao

Redação
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ESTADOS UNIDOS — A Fifa concluiu que não houve violação disciplinar por parte do assistente de VAR Shaun Evans após a polêmica envolvendo um gesto feito pelo árbitro australiano antes da partida entre Alemanha e Curaçao, pela Copa do Mundo de 2026.

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A cena aconteceu durante a transmissão oficial da apresentação da equipe de arbitragem no último domingo (14) e rapidamente repercutiu nas redes sociais. Internautas associaram o gesto ao símbolo utilizado por grupos supremacistas brancos, conhecido por fazer referência à expressão “White Power” (“Poder Branco”).

Após análise do caso, o Comitê Disciplinar da Fifa informou que não encontrou evidências de qualquer infração ao regulamento da entidade.

Em nota, a Fifa afirmou que levou em consideração as imagens e também a versão apresentada pelo próprio árbitro.

Shaun Evans negou qualquer intenção de transmitir mensagem política, ideológica ou racista. Segundo ele, o movimento teria sido um ato involuntário.

“Não fiz nenhum gesto ou símbolo para comunicar qualquer mensagem, afiliação ou crença. A única explicação que posso oferecer é que foi um espasmo involuntário e subconsciente”, declarou.

O árbitro também afirmou compreender a repercussão negativa do episódio e lamentou a interpretação gerada pelas imagens.

A polêmica ganhou força porque o gesto registrado pelas câmeras é frequentemente apontado por organizações de combate ao extremismo como um símbolo apropriado por grupos supremacistas em determinados contextos.

Apesar disso, a Fifa decidiu encerrar o caso sem aplicar qualquer punição ao integrante da arbitragem.

A partida terminou com vitória da Alemanha por 7 a 1 sobre Curaçao, resultado que colocou os alemães na liderança do Grupo E da Copa do Mundo.

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