Família de colombianas mortas em queda de helicóptero no Rio pede investigação transparente e memorial

Redação
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RIO — Familiares das três colombianas mortas na queda de um helicóptero na Vista Chinesa, no Rio, retornaram à Colômbia na noite desta terça-feira (25), após permanecerem no Brasil desde o acidente, ocorrido em 8 de agosto. Antes da viagem, eles cobraram uma investigação rigorosa e transparente e defenderam a criação de um memorial próximo ao local da tragédia.

Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo, que eram, respectivamente, avó, filha e neta, morreram no acidente. O piloto Alessandro Rocha também não sobreviveu.

Victor Cubillos, filho de Rocio e irmão de Wendy, sugeriu a construção de um memorial na Vista Chinesa como forma de homenagear as quatro vítimas e também chamar atenção para a segurança dos passeios aéreos.

“Como uma forma de homenagear as pessoas que morreram e servir de alerta para evitar que outras famílias e turistas passem por uma tragédia semelhante”, afirmou.

Victor também pediu que as três colombianas não sejam lembradas apenas pela forma como morreram, mas pela história que construíram.

“Eram pessoas cheias de vida, pessoas felizes, cheias de sonhos, com muitos anos para viverem e um futuro pela frente. Não gostaria que fossem lembradas como vítimas, mas como essas pessoas amadas e felizes”, disse.

O familiar afirmou ainda que não guarda ressentimento em relação ao Rio de Janeiro ou ao Brasil e agradeceu aos bombeiros, autoridades e demais pessoas que ajudaram a família após a tragédia.

Família acompanha três investigações

Além das homenagens, os familiares querem respostas sobre as circunstâncias da queda. O advogado Thalles Andrade, que representa a família, informou que a equipe jurídica já está habilitada no inquérito policial responsável pela investigação.

Os parentes das vítimas já prestaram depoimento. A defesa acompanha três frentes de apuração: o inquérito da Polícia Civil, a investigação do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), por meio do Cenipa, e a fiscalização conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo o advogado, ainda é cedo para apontar uma causa específica para a queda do helicóptero.

A família também pretende buscar na Justiça a responsabilização civil das empresas eventualmente envolvidas na operação da aeronave. O objetivo, segundo a defesa, é obter reparação pelos danos materiais e demais prejuízos decorrentes da tragédia.

Diego Murillo, pai de Sofia, também reforçou o pedido para que a apuração seja conduzida com transparência. Mesmo de volta à Colômbia, os familiares pretendem continuar acompanhando o andamento das investigações.

Cinzas serão levadas para a Colômbia

O velório das três colombianas foi realizado em 15 de agosto, no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, Zona Norte do Rio. Após autorização da Justiça, os corpos foram cremados no mesmo local em 21 de agosto.

As cinzas serão levadas pelos familiares para a Colômbia, onde uma nova cerimônia de despedida será realizada durante dois dias.

Segundo Victor, familiares, amigos e outras pessoas próximas aguardam o retorno para prestar as últimas homenagens a Rocio, Wendy e Sofia.

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