SÃO JOSÉ DE UBÁ — O Portal RLagos Notícias teve acesso a imagens aéreas de uma fazenda de grande porte atribuída ao ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho (Republicanos), no município de São José de Ubá, no Noroeste Fluminense.
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De acordo com informações encaminhadas ao portal, a propriedade teria sido adquirida por uma fortuna, com suposto pagamento realizado em dinheiro vivo.
As imagens mostram a dimensão da área e as estruturas existentes no local. No entanto, os registros visuais, isoladamente, não comprovam quem é o proprietário formal da fazenda, o valor da negociação ou a forma utilizada para o pagamento.
Para confirmar as alegações, será necessário analisar documentos como matrícula do imóvel, escritura pública, contrato de compra e venda, declaração fiscal e comprovantes relacionados à origem dos recursos.
Fazenda fica em município de cerca de 7 mil habitantes

Localizada a aproximadamente 293 quilômetros da capital, São José de Ubá é uma pequena cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, com cerca de 7 mil habitantes.
Foi nesse município que, segundo o relato recebido, Waguinho teria realizado o investimento milionário.
O ex-prefeito de Belford Roxo é marido da deputada federal Daniela do Waguinho (Republicanos) e tem buscado ampliar sua participação nas articulações políticas para as eleições de 2026.
A denúncia pede que a Polícia Federal, o Ministério Público e os órgãos de controle verifiquem a titularidade da propriedade, a origem do dinheiro e se a compra foi corretamente declarada às autoridades fiscais.
A aquisição de um imóvel com dinheiro em espécie não configura crime automaticamente. No entanto, uma negociação de valor elevado pode despertar a necessidade de apuração sobre a procedência dos recursos e a compatibilidade com o patrimônio declarado.
Leandro Broz é citado no relato

As informações encaminhadas também citam Leandro Broz, apontado como pessoa de confiança e suposto responsável por operações financeiras ligadas a Waguinho.
Segundo o relato, Broz teria exercido essa função durante o período em que Waguinho comandava a Prefeitura de Belford Roxo e manteria atualmente atuação relacionada ao Porto do Rio.
As alegações não vieram acompanhadas de documentos que comprovem a existência de movimentações financeiras irregulares ou a participação de Leandro Broz na negociação da fazenda.
Broz também é mencionado como possível candidato a deputado estadual, o que aumenta a repercussão política do caso.
Silêncio de Garotinho é questionado

O ex-governador Anthony Garotinho também foi citado por causa de sua proximidade política com Waguinho.
Conhecido por fazer denúncias e comentários sobre políticos do Estado do Rio, Garotinho ainda não havia se manifestado publicamente sobre as suspeitas envolvendo a fazenda atribuída ao aliado.
O silêncio passou a ser questionado por adversários e por pessoas que encaminharam as informações ao portal.
A cobrança é para que o ex-governador adote diante dos aliados o mesmo rigor que costuma demonstrar quando as denúncias envolvem adversários políticos.
Não há, até o momento, elementos que indiquem participação de Garotinho na suposta compra do imóvel. O questionamento está relacionado exclusivamente à ausência de posicionamento público sobre o caso.
Autoridades precisam verificar documentos
Uma investigação poderá consultar os registros do imóvel, identificar antigos e atuais proprietários e verificar quando a negociação foi realizada.
Também será necessário apurar se houve pagamento em espécie, quem teria entregado os recursos, se a movimentação foi declarada e se o valor é compatível com o patrimônio e os rendimentos informados pelos envolvidos.
Até a publicação desta matéria, não foram apresentados documentos públicos capazes de comprovar que a fazenda pertence a Waguinho, que custou mais de R$ 20 milhões ou que foi paga com dinheiro vivo.
Waguinho, Daniela do Waguinho, Leandro Broz e Anthony Garotinho devem ter espaço para apresentar suas versões e documentos sobre as alegações.
Garotinho costuma falar alto quando o alvo são adversários e outros políticos do Rio de Janeiro, mas permanece em silêncio quando as suspeitas chegam a pessoas próximas ao seu grupo. Para falar dos outros, aparece como leão; quando o assunto envolve aliados, vira um gatinho. Segundo as informações recebidas, Leandro Broz teria atuado como operador financeiro de Waguinho durante sua passagem pela Prefeitura e manteria atualmente atuação no Porto do Rio. As alegações ainda precisam ser comprovadas e investigadas pelas autoridades.
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